sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Até que o sol brilhe outra vez...


A Bíblia em um ano:
Jeremias 39-43


By Elaine Cândida, com imagens do Google.


“Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este foi se enchendo de água. Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram e clamaram: ‘Mestre, não Te importas que morramos?” Ele Se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Aquiete-se! Acalme-se!’ O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.”
Marcos 4.37-39


Quando as tempestades chegam às nossas vidas, o que nos resta fazer? Lutar, lutar e lutar... E lutar mais um pouco?

Era isso o que os discípulos faziam no barco, não era? E resolveu? A tempestade parou quando eles se esforçavam para não afundarem? Quando eles gritaram por Jesus e Lhe cobraram uma satisfação sobre Sua quietude diante de um problema tão imensurável, o temporal cessou?

Ora, não é necessário que esteja escrito na Bíblia que os discípulos apavorados tentaram, de alguma maneira, retirar a água que inundava o convés. É um instinto natural do ser humano lutar contra a morte, e eles não fizeram nada além do que nós também faríamos. Eles também não sentiram mais medo do que nós sentiríamos. E nós devemos utilizar isso para nossa própria lição.

Os discípulos queriam vencer a imponência das águas e dos ventos, quando aquele mar navegável revolveu-se em fúria e agitou-se intensamente. Tudo que os discípulos conseguiam enxergar à sua frente era a morte, era o fim, era o naufrágio da embarcação.

Lutar, lutar e lutar em momentos assim, quando a tempestade se forma em nossas vidas, não resolve. Ninguém em sã consciência sai de em meio a uma tempestade e vai resolver problemas. E quando a tempestade nos alcança enquanto estamos longe de casa, o que mais rápido fazemos é buscar um lugar seguro onde nos esconder, não é?

Contudo, às tempestades do coração nós damos outro tipo de tratamento. Nós lutamos, nós nos agitamos, nós brigamos e protestamos: “Senhor, não Te importas que eu morra?”. E nós concentramos todas as nossas forças numa questão que não possível ser resolvida por gente como nós.

Existem momentos em nossas vidas em que lutar será a mais correta e necessária das alternativas. Mas não neste. Não quando tempestades vêm, porque nós realmente jamais conseguiremos dominá-las.

E, então, o que fazer?

O mesmo que fazemos quando estamos em casa ou na rua e uma tormenta nos encontra. Vamos nos sentar e esperar a tempestade passar. Vamos puxar a cadeira da nossa fé e nos acolher nela. Vamos colocar essa cadeira bem à frente da janela e vamos olhar para Deus pela vidraça da nossa alma, enquanto a chuva cai, o vento ruge imponente e raios e trovões se exibem esplendorosamente lá fora.

E vamos ficar assim, evitando desgastes desnecessários, recompondo-nos para retomarmos a viagem logo mais. Pois precisaremos de Paz em nossos espíritos para encontrarmos os melhores lugares onde pisarmos depois, quando a chuva passar e tudo o que restar for enxurrada e lama em todo o nosso caminho.

Vamos esperar e esperar, pois os mesmos raios e trovões, ventos e chuvarada que nos causam espanto também trazem de volta esperança e consolo, pois lembram que O Senhor acalma tempestades somente ao erguer da Sua voz.

Tempestades têm fim.

Então, quando a vida parar por causa de uma delas, em vez de esvairmos nossas forças lutando contra o impossível, vamos olhar para o Senhor que trouxe à existência e deu força às tempestades. Vamos esperar em Deus e permanecer com nossos olhos fixos Nele, até que cesse o temporal. Até que o Sol da Sua glória brilhe lá fora outra vez.