sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Na avenida da vida...


A Bíblia em um ano:
Isaías 15-18

Imagem: Google.


“Um olhar animador dá alegria ao coração; e as boas notícias revigoram os ossos.
Provérbios 15.30


Todos os dias, pessoas vêm e vão das nossas vidas. Vez em quando, nos esbarramos em algumas delas por obra do destino e, muitas nos chamam a atenção. Algumas, pela timidez. Gente quieta, solitária, aprisionada dentro de si mesma. Gente chorosa, desejosa, porém medrosa.

Outras nos chamam a atenção pela rispidez no tratar. Gente sisuda, gente ranzinza, gente indelicada. Gente de poucas palavras e de muitas ofensas. Gente amarga, venenosa e envenenada.

E outras, dentre tantas mais, nos chamam a atenção pela doçura no olhar, pelo carinho do falar, pela suavidade do tocar. Gente que expressa paz, por mais que seu interior irrompa em conflitos. Gente que sorri, que brinca, que alegra e se alegra. Gente que ama e que se entrega. Gente assim dá prazer de ficarmos perto. Chama a atenção. Serve até como motivação e como referencial.

Gente assim nos ajuda a descobrir quem nós somos, nos dá asas para alçarmos altos vôos, nos abençoa com um simples olhar. Gente assim tem o dom de cativar, de consolar, de amparar. É gente que brilha mesmo onde as trevas são mais densas, enxerga tudo com olhos de criança, e nunca perde o seu foco.

Só que gente assim consegue se virar sozinha. Não precisa tanto de nós quanto as outras que falamos há pouco. Esse tipo de gente é forte, aprendeu a superar os obstáculos da vida e a, simplesmente, viver. Mas aqueles outros, ahan... Aqueles outros dois tipos (gente acanhada e gente carrancuda) dependem de amigos verdadeiros para se transformarem em gente melhor. Precisam de paciência, de atenção, de insistência, de compreensão. Precisam de palavras de ânimo e de pilastras em quem possam apoiar-se quando o chão tremer debaixo dos seus pés. Precisam de marquises onde possam amparar-se quando a chuva engrossar demais lá fora.

Vez em quando, a gente se esbarra nessas gentes por aí, e a única coisa que fica depois que elas viram à esquina é a lembrança que nenhuma delas passa por nós em vão. O Deus Criador sempre tem um propósito em colocá-las em nossos caminhos. Ele sabe que sempre ocorrerá uma troca mútua de aprendizado e que esse aprendizado é extremamente importante para todos nós.

Contudo, há gente desse tipo que vem e que fica. Não passa, simplesmente. Permanece. E como é importante encontrar gente assim! Gente que faz nascer o sol dentro de nós. Gente que nos completa, que nos interpreta, que nos aceita. Gente que o próprio Deus fez cruzar nossos destinos para modificá-los sempre para melhor. Gente que exprime em cada gesto de verdade e carinho o sublime amor de Deus por nós.

E nós, que também somos gente, nos entregamos aos encantos, às palavras, às intenções, e a tudo mais que essas pessoas podem nos dar, simplesmente porque sabemos que foi o próprio Senhor quem lhas trouxe até nós. Certezas assim nos garantem satisfação mesmo quando em conflitos com essas pessoas. Nos dão segurança para nos aprofundar em relacionamentos com elas, mesmo os mais profundos como uma amizade intensa ou um romance desafiador. E por isso, com elas, chegamos cada vez um pouquinho mais perto do céu.

Sortudos são os que encontram essa gente especial e divide a caminhada com ela. Valorizar gente em nossas vidas é sempre importante, seja de qual tipo for, pois cada uma tem o seu valor. E foi assim que Jesus nos ensinou, pois foi assim que Ele mesmo nos tratou.

Nessa grande avenida chamada vida, gente vem e gente vai. Mas há um lugar especial reservado em nossos corações para acolher e cuidar de gente que, despretensiosa ou pretensiosamente chega, arrebata nossos sentimentos e, tanto bem nos fazem, que nós mesmos com suspiros e anseios nos expressamos: “Fica!”.