sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A segurança do colo do Pai


A Bíblia em um ano:
Daniel 7-9


"Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que O temem; pois Ele sabe do que somos formados; lembra-Se de que somos pó. A vida do homem é semelhante à relva; ele floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava. Mas o amor leal do Senhor, o Seu amor eterno, está com os que O temem, e a Sua justiça com os filhos dos seus filhos, com os que guardam a Sua aliança e se lembram de obedecer aos Seus preceitos."
Salmos 103.13-18


Foto: Father and Child 05, by David A. Ziser.
Disponível no Google.
Parecia um anjinho deitado nas nuvens, num repouso gracioso da sua alma tão pequenina...

Num ônibus, num banco bem à minha frente, um bebê de poucos meses dormia um soninho invejável sobre o ombro esquerdo do seu pai. E este, com carinho, o segurava cuidadosamente. Com um braço, dava sustentação ao seu corpinho frágil, e com a outra mão, forçava suavemente a cabecinha do filho contra seu peito, para lhe dar segurança e equilíbrio diante dos impactos da viagem.

As mãozinhas nas extremidades dos bracinhos roliços, liricamente abandonados numa abertura de total confiança sobre o tórax do pai, vez em quando se moviam rapidamente, como que refletindo pequenos piques de delícias de um sonho descansado e extremamente agradável.

Cena linda, emocionante e invejável, que me fez sonhar por alguns instantes com o colo do meu Deus.

Esse mundo é tão perigoso, e a vida tão complicada, não é mesmo?

Só quem se abandona aos cuidados de Deus e aprende a descansar no colo do Pai Eterno consegue superar perigos e adversidades, ainda que sejam os mais terríveis. Mesmo aquelas pessoas que perdem suas vidas por amor ao Senhor, mantêm o equilíbrio e a paz em suas almas, até que seus corpos tombem vencidos neste mundo para que seus espíritos sejam recebidos triunfantes, em glória, no outro.

Mas ser como um bebê nos braços de Deus imediatamente também significa submissão. Um bebê não exige, não reluta, não contende. Ele pode até chorar e expressar insatisfação, mas sempre termina admirando, com seus olhinhos puros e cheios de encanto, tudo o que seu pai está fazendo, mesmo sem entender quase nada, e se permite ser levado como, quando e onde o pai quiser.

E o Pai Eterno também quer sempre o nosso melhor. Neste momento, a grande ocupação de Deus em todo esse universo gigantesco é a salvação das nossas vidas. Por isso, Ele não descuida, não abandona, não rejeita os pequeninos que dependem Dele.

Voltando à cena no ônibus, mesmo envolvida pela magia daquele doce momento, não pude deixar de ouvir a breve conversa. A mãe do lindo bebê estava no banco ao lado pai, e um trechinho do diálogo deu a entender que estavam voltando do hospital para casa.

Aquela, que parecia ser uma viagem tão longa para uma criancinha daquele tamanho, para os pais demorou apenas alguns minutos. E logo eles desceram.

Por isso também é que Deus Se empenha com tanta paciência em contar ao mundo sobre o Seu tão grande amor de Pai. Amor incondicional, altruísta e sem limites.

Essa nossa vida efêmera e complicada é uma viagem de poucos minutos no relógio da eternidade. Mas como somos frágeis e indefesos como aquele bebezinho, precisamos da segurança do colo do Pai, da força das Suas pernas hábeis, da firmeza dos Seus passos longos, da visão ilimitada dos Seus olhos, da certeza e da verdade das Suas palavras, do amparo e da segurança dos Seus braços fortes, da Sua consciência e sabedoria inquestionáveis, para que nossa viagem seja curta e um pouco mais confortável.

Afinal, estamos de passagem rumo ao Céu, e a garantia que nada nos impedirá de chegarmos lá são os cuidados e o amor de Deus sobre nós. Amor verdadeiro, fiel e santo, que nos toma em Seus braços e nos leva seguramente de volta para casa.