segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Felicidade...


A Bíblia em um ano:
Lamentações 1-5


"Quando chega a calamidade, os ímpios são derrubados; os justos, porém, até em face da morte encontram refúgio."
Provérbios 14.32

Imagem: Google.

O maior objetivo de Deus em nossas vidas não é nos enriquecer, nos casar, nos tornar famosos, nos colocar diante de uma plateia. O maior objetivo de Deus para nós passa longe dos grandes salários que almejamos, desvia-se largamente do reconhecimento humano, foge rapidamente da satisfação corporal (sexo e o que mais possa proporcionar prazer à nossa carne).

O maior objetivo de Deus pelo homem é a salvação eterna: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Para isso, Deus enviou Seu Único Filho, “para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Não para que enriqueça, mas para que tenha a vida eterna. Não para que se torne famoso, mas que seja salvo. Não para que se torne esposo e pai, mas para que se torne santo. Não para que tenha uma vida de conforto e privilégios aqui, mas para que tenha uma vida de satisfação em Deus e permaneça com Ele eternamente.

Porém, é difícil entendermos como isso funciona, não é? Nós vemos o mundo ao nosso redor, cheio de encantos, com propostas coloridas e exalando um fascinante perfume que – ignoramos – oculta a morte. Ofertando caminhos mais curtos e mais espaçosos, cantando belas canções que nos emocionam e arrastam pela gravata – como a noivinha em cima do bolo de casamento. Nós ouvimos o mundo constantemente sussurrando palavras agradáveis ao nosso ego. E esse mundo permanece nos convidando com uma mão enquanto a outra aponta para um castelo de sonhos pessoais realizados, que está logo ali.

Será que a felicidade é mesmo tão fácil assim? A realidade cruenta da vida expressa claramente que não, embora as palavras do mundo insistam em afirmar que a felicidade está, sim, em todo aquele vazio sem significado algum.

A presença de Deus é que faz a diferença. Ela não permite que as máscaras permaneçam. Desbota as cores da mentira. Esvazia a bolha do orgulho. Desmonta castelos encantados em ruínas e expõe o perigo de se viver ali. Abre e sacode de cabeça para baixo a mochila do prazer carnal, revelando todo o mal nele ocultado. Deus expressa e exige a verdade. E Ele o faz porque sabe que nós dependemos dela para sermos verdadeiramente felizes.

O homem vive uma constante batalha em busca de paz, em busca de conforto interior. E nas mínimas coisas ele expressa uma insatisfação pessoal com a vida. Sabe aquele troca-troca constante de coisas, de cores, de formas? E os questionamentos permanentes com a ausência frequente de respostas que possam lhe confortar? Sabe aquela insatisfação plena com o que se faz? O aperto no peito cada vez que se lembra do que se perdeu e do que ainda não se alcançou? Os suspiros, a dor? E as lágrimas, enquanto se foge de uma realidade que se não escolheu para viver, ou que se deseja mas não se encontra coragem o suficiente, com medo de ferir-se outra vez...?

Oh, não, não estou falando exclusivamente de você. Essa batalha ocorre com você e comigo também. Ocorre com todos os homens e mulheres que já pisaram na terra. Não porque seja esse o nosso destino, como já explicaram alguns deuses, ou como aceitam algumas representações sociais desvinculadas da fé.

Essa luta interior ocorre porque há um mal que quer prevalecer e um bem que precisa vencer. Nosso espírito luta constantemente contra a nossa carne (Gálatas 5.17). Santidade versus pecado. Liberdade em Deus versus libertinagem no mundo. A visão do Reino Celestial contra o apego às coisas terrenas. O que é eterno contra o que é passageiro. A vida contra a morte. O amor contra o mal. O perdão contra o ódio. O autocontrole contra o desejo desenfreado. O Céu contra o inferno. E a terra – nós – no meio do fogo cruzado.

Contudo, em meio a essa imensa guerra acontecendo todos os dias dentro de nós, rosas nascem em meio aos escombros. Coisas boas fluem do nosso interior e se nós dermos vazão a elas, nós acertaremos o caminho e chegaremos ao status de realização plena. Porque se nós olharmos e seguirmos a luz que brilha solitária e incansavelmente no céu escuro do nosso coração, em meio aos clarões das rajadas e dos artefatos detonados a todo instante dentro de nós, nós inevitavelmente chegaremos a Deus.

E quando isso acontecer, nós teremos alcançado a maior de todas as conquistas. O resto – prosperidade material, prestígio, prazer – virá como consequência da nossa entrega pessoal a Deus. E virá da maneira certa: com o bênção, não como maldição. E servirá de testemunho correto do que o amor e o cuidado de Deus podem fazer por nós.

Sim, Deus está disposto a nos ajudar, nos alegrar e realizar neste mundo também. Mas Ele sabe que não valerá à pena investir primeiro nisso e não nos ensinar a olharmos para Ele como a prioridade das nossas vidas: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em Mim e Eu nele, esse dará muito fruto; pois sem Mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em Mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados” (João 15.5-6). Ele sabe que não adianta ganharmos o mundo e perdermos a própria alma (Mateus 16.26). E Ele nos ma demais para deixar que isso aconteça assim sem, ao menos, lutar por nós.

Sabe essa batalha aí, dentro de você?

Com certeza é o Senhor Deus, tentando te chamar a atenção para te mostrar o que realmente tem valor na sua vida. Por que você continua resistindo abraçar-se com a verdadeira felicidade e caminhar de mãos dadas com ela ao encontro da vida?