quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Novos céus e nova terra


A Bíblia em um ano:
Ezequiel 4-7


"Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a Sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada. Visto que tudo será assim defeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a Sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça."
2Pedro 3.8-13

Tudo isso é uma farsa!

Na verdade, por trás de todo aquele discurso sedutor sobre estar sempre presente, sobre ser bom para nós, sobre garantir nosso futuro, sobre sermos importantes para eles, os bancos não passam de monstros devoradores, escondendo em suas bocas enormes de crédito fácil as horríveis presas dos juros abusivos, terrivelmente afiadas, que se banqueteiam com nossos suculentos pedaços, revolvidos com prazer cabal pela língua da burocracia.

Olhe para eles e veja seus beiços salivando e deixando um rastro de baba enquanto suas garras afiadas se estendem em direção a outra vítima, lhe oferecendo flores.

Governos também são uma farsa!

Na verdade, por trás daquela aparência de mocinhos de filme de faroeste, com todos aqueles discursos sobre o valor da família e o bem social, nossos governos não passam de dragões desorientados, pisando sobre valores fundamentais para a moral de um povo, como o casamento heterossexual, o direito à vida e a correção dos filhos.  

Enquanto seus olhos procuram em todas as direções mais uma pessoa sobre quem possa cuspir o fogo devorador das promessas de campanha, sua cauda pesada se arrasta descontroladamente, destruindo cidades inteiras com a força de uma política partidária reprovável, mentirosa, ambiciosa, manipuladora, irresponsável, vergonhosa.

Pelas grandes asas dos belos discursos sobre um desenvolvimento social que nenhum governante tem interesse de dar ao povo para que este deixe finalmente de ser manipulável pela sua ignorância, o grande dragão alça vôos rasantes pateticamente desastrosos sobre seus sistemas públicos falidos (transporte, saúde, educação...), e ainda recebe aplausos pelas suas piruetas.

Seus curtos braços são hábeis somente em maquiar soluções de problemas que persistem há séculos na nação, e que mantêm o povo manobrado segundo os interesses dos dominantes. Com uma dessas garras, o dragão espreme e imobiliza a nação com a força descompromissada das políticas de governo e, com a outra garra, em meio aos belos discursos de palanque, também lhe oferece flores.

Na verdade, o mundo inteiro e seus habitantes são uma grande farsa!

Pessoas dizendo que somos importantes e agindo conosco como se nem mesmo existíssemos. Nos desprezam e humilham, cantando melodias de amor e tecendo elogios sobre nós. Brincam com nossos sentimentos, cantando canções de ninar e fazendo-nos cafunés.

Fazem-nos favores com uma mão e, com a outra, nos entregam promissórias de valores altíssimos por esses “serviços prestados”.

Aproveitadoras, exploram as nossas virtudes, jogam futebol com nossos talentos, fazem seus gols de placa com eles, e ainda nos fazem comemorar também.

As assombrações do passado que insistem em nos fazer sofrer, ditando o presente e engessando nosso futuro.

Os gigantes terríveis a serem vencidos, que são esses sentimentos não correspondidos.

Os dragões chamados governos e os monstros fantasiados de instituições bancárias.

A morte com sua foice estendida a cada esquina e o sexo banalizado como poeira ao vento.

A bruxa da insensibilidade, voando sobre nossas cabeças nas vassouras da rejeição, do preconceito, do desprezo, vertendo seu pó mágico da desilusão.

O vampiro da exploração, sugando-nos até a última gota do nosso sangue.

As mulas-sem-cabeça dos privilégios, do favoritismo, e as cabeças-sem-mulas da exclusão.

E tantos outros elementos/acontecimentos fantasmagóricos que nos abraçam todos os dias e nos obrigam a caminhar com eles o tempo inteiro...

Só não nos consomem de vez, porque temos um Super Herói que tem piedade de nós e nos resgata. Ele nos coloca em um lugar seguro e nos livra de piores danos. Ele trata as feridas que foram abertas enquanto lutávamos para sobreviver e fugíamos de todos esses seres abomináveis. “Clamo ao Deus Altíssimo, a Deus, que para comigo cumpre o Seu propósito. Dos céus Ele me envia a salvação, põe em fuga os que me perseguem de perto; Deus envia o Seu amor e a Sua fidelidade. Estou em meio a leões, ávidos para devorar; seus dentes são lanças e flechas, suas línguas são espadas afiadas. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus! Sobre toda a terra esteja a Tua glória! Prepararam armadilhas para os meus pés; fiquei muito abatido. Abriram uma cova no meu caminho, mas foram eles que nela caíram.” (Salmos 57.2-6)

Ele é o Senhor. É o mais forte dos espíritos. É o único Espírito Santo. E é infinito. Ele é a única garantia que podemos resistir a todo esse mal e triunfarmos no final de tudo porque, verdadeiramente, tudo isso cansa; tudo isso exaure.

E é mesmo revoltante viver num mundo assim!

O consolo que se tem é saber que tudo isso passará, mas que Deus – justo, verdadeiro e fiel – permanecerá para sempre, exercendo um Reino de justiça, de paz, de verdadeiro amor, e pretende nos levar para vivermos eternamente ali, com Ele.