domingo, 16 de setembro de 2012

Sutis ameaças


A Bíblia em um ano:
Ezequiel 37-40



"A figueira produz os primeiros frutos; as vinhas florescem e espalham sua fragrância. [...] Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que estragam as vinhas, pois as nossas vinhas estão floridas."
Cantares 2.13,15

Imagem: Google.
Quando a figueira produz os primeiros frutos, a expectativa é que muitos outros venham depois e encham a árvore dessas delícias, que até os pássaros disputam para experimentá-los. As vinhas floridas causam esperança de farta colheita e apontam para a alegria e satisfação daqueles que trabalharam para isso. E a doçura de seus frutos torna ainda mais prazeroso o banquete dos insetos que vêm às videiras para se fartarem.

Mas por mais linda que essa imagem pareça, pássaros e lagartas apreciando nossas plantações, na verdade, estão causando destruição. Raposinhas tão dóceis e graciosas passeando pelas vinhas são, na verdade, uma grande ameaça para os campos.

Precisamente como o pecado o é para nós. Embora seja prazeroso para nossa carne e aparentemente nos traga felicidade e realização, o pecado é um mal sutil que causa a nossa destruição. É uma ameaça terrível à nossa salvação.

No Livro dos Cânticos, que foi escrito originalmente para expressar o amor de um casal vigilante pela durabilidade de sua relação amorosa, podemos ilustrar o cuidado de Cristo e Sua paixão pela Sua amada, a Igreja, trazendo-lhe boas novas de um tempo de alegria, de colheita. Mas podemos também verificar que coube à amada identificar o perigo e ter a iniciativa de afastá-lo (Cantares 2.15).

O gesto de renúncia de hoje pode determinar nossa vitória amanhã. A agonia de sofrer mais um pouco esperando o tempo da colheita, e o zelo pela santidade do corpo e da alma, certamente serão recompensados pela Mão Divina, que sempre nos dá mais do que pedimos ou pensamos. (Efésios 3.20-21)

Por isso, expulsemos logo as raposinhas do pecado de dentro da vinha da nossa santidade. Não deixemos que pardais e lagartas destruam as árvores da nossa esperança, nossa fé e nossa dependência de Deus. Pois o Amado já está chegando, e vem trazendo com Ele o nosso tempo de cantar.

Que seja um canto de alegria e satisfação no Senhor, não um canto de tristeza pelos danos que poderiam ter sido evitados.