terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estruturas comprometidas


A Bíblia em um ano:
Lucas 9-11


“Ele [o cego curado] respondeu: ‘O homem chamado Jesus fez um pouco de lama, passou a lama nos meus olhos e disse: ‘Vá ao tanque de Siloé e lave o rosto’. Então eu fui, lavei o rosto e fiquei vendo. [...] Que coisa esquisita! Vocês não sabem de onde Ele é, mas Ele me curou. Sabemos que Deus não atende pecadores, mas Ele atende os que O respeitam e fazem a Sua vontade. Desde que o mundo existe, nunca se ouviu dizer que alguém tivesse curado um cego de nascença. Se Esse Homem não fosse enviado por Deus, não teria podido fazer nada’.” 
João 9.11,30-33


Imagem: Google.
Foi um homem cego de nascença curado por Jesus.

E como ele foi o único naquela multidão tocado pela mão do Senhor, não duvidou de Cristo, como fez os seus vizinhos e as pessoas que costumavam vê-lo pedindo esmolas (João 9.8-12). Nem teve medo de anunciar tão extraordinário feito do Senhor, como os seus pais (João 9.18-22). Tampouco se permitiu às limitações impostas pela religiosidade, como os fariseus (João 9.16,28-29).

Pessoas tocadas por Jesus, que recebem uma grande bênção das Suas mãos (seja de que ordem for), não duvidam, não temem nem deixam escapar a oportunidade, ainda que isso implique enfrentar o mundo ao seu redor.

Veja o exemplo daquele homem curado.

A acusação dos discípulos sobre o seu passado não lhe abateu o espírito, nem confundiu sua certeza que aquele era o momento de dirigir-se ao tanque de Siloé, como Jesus lhe orientou.

As dúvidas e a desinformação dos seus conhecidos e vizinhos não foram suficientes para fazer vacilar sua certeza: “O homem chamado Jesus fez...”. (João 9.11)

O apego dos seus pais a um lugar na sinagoga não prendeu seu coração à religiosidade nem intimidou seus conceitos, declarados em alto e bom som a todos quantos quisessem ouvir: “Se Esse Homem não fosse enviado por Deus, não teria podido fazer nada.” (João 9.33)

O legalismo dos líderes judeus não lhe fez recuar e desistir de ser grandemente abençoado.

E nem mesmo a distância de Jesus em meio a todo aquele alvoroço foi suficiente para minguar sua fé. Ele defendeu o que cria e sustentou suas convicções mesmo depois que foi expulso da sinagoga. (João 34-38)

Nós é que falhamos em sustentar as certezas que Deus põe em nossos corações diante de situações assim, não é?

Deixamos acusações sobre o passado desmotivarem nosso presente. Deixamos as setas das dúvidas cravarem nossos corações. Permitimos o medo paralisar nosso próximo passo. Nos apegamos a coisas e rejeitamos pessoas; nos apegamos a fábulas e rejeitamos fatos. Religiosamente nos tornamos escravos de cerimônias, métodos, detalhes, e perdemos de vista todo o bem que podemos obter quando simplesmente abrimos nossos corações para recebermos o que Deus nos dá hoje.

E é muito comum logo depois vermos bênçãos recém-chegadas às nossas vidas escorrendo por entre os nossos dedos...

Então, pasme. O esmoleiro à beira do caminho de Cristo, com sua postura firme e ousada diante de situações desagradáveis, desnuda nossa vergonha, revela as rachaduras camufladas que comprometem nossas estruturas, e confronta nossos conceitos e motivações de forma rasgada. Porque ele move o coração do Senhor (João 9.35) por ter assumido a postura que nós, do alto dos pedestais onde subimos, tanto evitamos.

E reconsidere. Pois foi um mendigo cego que foi curado. Mas poderia ser também eu ou você. 

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Vencedores deste mês na promoção de aniversário do Blog, que ganharão um livro do Max Lucado, cada um:

Pedro Henrique Martins, que gentilmente nos enviou o texto O Deus que purifica o Seu povo.

Matheus Henrique, que também nos abençoou com o texto Inesquecível!.

Obrigada pelo carinho e pela participação de ambos, além da presença tão agradável com que vocês dois sempre nos alegram por aqui.

Que o Deus dos Céus continue lhes inspirando e conduzindo.

Em Cristo.

Elaine Cândida