sábado, 20 de outubro de 2012

Incompletos...


A Bíblia em um ano:
Mateus 26-28


“Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente.”
Salmos 16.11


Imagem: Google.
Nós pensamos que sabemos lidar com tudo.

Descobrimos que havia outros seres celestes fazendo companhia à Terra, e logo inventamos um meio de chegar até a Lua.

Vimos doenças dizimando povos inteiros e logo encontramos cura para a maioria delas.

Precisávamos levar nossas cargas para outros lugares do mundo e expandir nossas culturas, e logo aprendemos a cruzar os oceanos com navios, como exímios nadadores cruzam uma piscina olímpica às braçadas.

Nós construímos faróis resistentes em meio ao mar. Edificamos o Burj Khalifa e ele é capaz de resistir a intensas tempestades e até a pequenos terremotos. Extraímos petróleo do centro do planeta. Represamos o Yang Tsé e construímos um gigante do tamanho da Três Gargantas.

Aprendemos a controlar grandes incêndios. Aprendemos, de certa forma, até a controlar a rebeldia dos filhos. Estamos nos adaptando para preservar a camada de ozônio. E mesmo as tantas coisas que ainda estamos por aprender, certamente, são desafios que provocarão nossos esforços e nos ajudarão a superar novos limites.

Mas toda a nossa ciência, toda a nossa potência, todos os nossos conhecimentos não são suficientes para conter as problemáticas da alma do homem. Cursos de autodisciplina, palestras sobre autoconhecimento, livros de autoajuda, terapias ocupacionais. Nada disso – embora dêem sua parcela importante de contribuição, não sejamos extremistas – pode completar o ser humano.

A ausência de Deus é algo inexplicável e insanável por outro meio, se não pelo próprio Deus. E quando o Senhor nos chama à mudança – para deixarmos nosso estado distante e nos aproximarmos Dele e das Suas realizações para nós – na grande maioria das vezes entramos em conflitos, os mais diversos.

Não sabemos entender e atender à voz do Senhor. Não sabemos lidar com mudanças na alma. Somos fujões por natureza. Corremos de tudo o que parece confrontante para os nossos corações.

Sabemos lidar com a fúria de um furacão, mas não sabemos lidar com a espera por um encontro. Enfrentamos guerras e revoluções armadas, mas não sabemos enfrentar a ofensa das pessoas. Encaramos a fome e lutamos contra ela todos os dias, mas não somos valentes o bastante para encararmos a verdade. É que furacões tratam com nossa força física, não com nossos sentimentos. Guerras confrontam nossa inteligência, não nosso ego. Fome ofende o nosso corpo, não nosso caráter.

Sentimentos, ego, caráter. Universos escondidos dentro de corpos tão pequenos e franzinos como os nossos, que habitam a terra na sua plenitude e modificam o curso da história do mundo...

E mesmo assim não são completos em si mesmos!

Sabe essas manhãs em que “Super-Homens” acordam como “Scooby-Doos”, e lençóis se tornam enormes paredes de pedras derrubadas sobre nossos corpos exaustos presos a uma cama?

Com certeza é num dia desses em que descobrimos que não sabemos lidar com tudo. Mas se soubermos, pelo menos, a quem devemos procurar, inevitavelmente encontraremos o jeito certo de superar e prosseguir.

E você sabe que esse alguém a quem sempre devemos recorrer é Jesus, não sabe?