quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Inesquecível!


A Bíblia em um ano:
Jonas 1-4


Por Matheus Henrique

Imagem: Google.
“E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem. Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o SENHOR teu Deus. E guarda os mandamentos do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos e para o temeres. Porque o SENHOR teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas; Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel. Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre.”
Deuteronômio 8:2-9


Insensato, falso, escarnecedor, maligno... Poucas das muitas características similares que me constituíam. Levando a vida ia e sonhando com um futuro bem distante de DEUS. Dia após dia aborrecendo a muitos que estavam ao redor com um olhar de falsidade e um bafo horrível de mentiras. Seguindo aquela vida sem rumo e sonhando planos que certamente com o passar do tempo seriam frustrados, sobrevivendo de ilusões e imaginações ridículas.

Como tal seria se não tivesse o meu encontro com JESUS... Talvez pensar ou voltar intencionalmente àquele passado cada vez mais distante não seria uma ideia muito boa, mas refletir nas mudanças e evoluções que o encontro proporcionou será fantástico e até mesmo edificante.

O DEUS que cura as feridas agiu naquela vida [minha pobre vida] aos poucos, curando, vez por vez, cada enfermidade espiritual causada por um terrível cativeiro na casa de servidão no Egito.

O sol era escaldante a lua era quadrada e já não dava sua claridade. De noite só se podia contemplar trevas e sentir o peso das correntes nas mãos e nos pés juntamente com as queimaduras que elas me causavam de dia com seu comparsa sol. Nem querendo é possível por enquanto deixar de relatar cicatrizes e marcas que deixaram os chicotes egípcios nas costas do pobre escravo.

Apesar de sofrer na casa da servidão DEUS sempre esteve por perto, esperando dia após dia, o momento certo daquele encontro o qual eu aceitaria sair daquele lugar escaldante para viver de deserto em deserto com um DEUS no qual eu ouvia falar. (Ouvir falar não é conhecer, ouvir falar é saber de relatos de um DEUS que tudo pode e que me amava, mas parecia estar tão distante, tão distante... que a fé estremecia e o seu cheiro suave desaparecia com a ventania das épocas frias naquela terra próxima ao rio Nilo.)

Estar lá era duro! Faraó não media esforços para destruir pouco a pouco minha vida. Mentiras eram o alimento que mais ingeri, e engano estava no lugar de água. Sim! Lá, não tínhamos muitos privilégios, porém o mais curioso é que isso tudo não matava a fome e nem a sede.

De fato, não damos nada para escravos, pois pensamos que eles são somente mais um povo que vai morrer no tronco, à base de chicotadas, e que terão seus corpos comidos por aves e feras do campo. Mas aquele DEUS do qual eu ouvia falar no Egito, já me conhecia há muito tempo, e uma das Suas frases é: “Antes que te formasse no ventre, te conheci; e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. (Jeremias 1.5)

Sempre havia um mensageiro Hebreu por perto...

Então o grande momento chegou. O encontro já estava marcado, com efeitos e grandes prodígios. Vi Suas mãos fortes e Seu braço estendido consumindo o Egito com pragas e gafanhotos, e O avistei passando pelo meio daquelas ruas, ferindo a todo o primogênito egípcio que ali estava.

Os portões se abriram.  Saí com o agora meu DEUS para um deserto no qual nunca estive antes. Agora sou alimentado pelo maná e bebo um líquido que sai da rocha – JESUS – e é conhecido como água da vida.

Só que o coração de faraó se endureceu. Um cheiro de morte podia ser sentido. E avistei um grande exército querendo o meu resgate para retorno à casa de servidão. E eu tive medo de voltar. Talvez por momentos, parecia que não ser possível seguir em frente. Mas a fé já era maior e, quando menos esperava, vi Suas mãos abrindo o mar para que eu passasse pelo meio...

Quando um leve suspiro me vem, olho para trás e eis que o exército está passando pelo meio do mar. Então, o medo vem novamente. Mas quando olhei para Deus, O vi no controle da situação. Rapidamente olho em direção ao mar e o vejo fechado com todo aquele exército derrotado e acabado nas águas do Mar Vermelho.

Esse DEUS conhecido por vários nomes e por Sua santidade passa a me santificar e cuidar de mim, e me faz conhecer Seus estatutos e leis no Sinai. No deserto eu fico sozinho com DEUS; de vez em quando aparece algum outro andarilho, peregrino como eu, e então nos juntamos para servir o nosso DEUS.

A vida aqui é diferente porque não comemos os mesmos alimentos, não bebemos o mesmo líquido não temos a mesma rotina, e não falamos mais a língua que falávamos entes, não vemos como víamos antes. Temos, além de tudo isso, outros princípios e valores, outros costumes e outras leis que nos tornam cada vez mais parecidos com o DEUS que agora é nosso PAI, o Qual nos fez uma promessa viva: se formos fiéis até o fim, Ele nos colocará numa terra que mana leite e mel, uma terra fértil e de ribeiros de águas, veles verdejantes que contém vinhas e olivais. E ali não teremos mais sede e não haverá mais pranto.

Sua promessa permanece mais viva a cada dia, e a esperança e a fé estão cada vez maiores para a sua realização. Mas é na vida eterna que viveremos para sempre com o nosso DEUS e reinaremos com Ele para nunca mais sermos separados por nada.

Um conto sempre vira uma historia inesquecível quando termina relatando que recebemos JESUS CRISTO como nosso único e suficiente salvador!

[Gentilmente cedido pelo Matheus Henrique.]