quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Moabe, hoje...



A Bíblia em um ano:
Lucas 12-16


“Maldito aquele que é relaxado no serviço de Deus! Maldito aquele que guarda a sua espada para não matar!”
Jeremias 48.10


Imagem: Google.
A carta de Paulo aos Efésios 6.17 nos aponta a Palavra do Senhor como a espada que devemos usar, tanto para nos proteger do mal como para combatê-lo. Por essa interpretação, podemos ampliar o contexto da advertência de Deus no versículo acima, o qual tratava de uma guerra literal, onde “o serviço de Deus” era executar o castigo que o Senhor determinou a Moabe (Jeremias 48.9). Podemos estender essa Palavra até nós, se soubermos quem era Moabe.

No caso deste capítulo do livro de Jeremias, o Senhor não tratava com uma pessoa, mas com um povo. Moabe, aqui, é o povo descendente de um homem igualmente chamado Moabe, ao mesmo tempo neto e filho de Ló, nascido do incesto deste com sua filha (Gênesis 19.30-38).

Moabe era um povo idólatra, dado às práticas licenciosas do paganismo. Era um povo pervertido, imoral e também subornador. Um povo do qual Israel, por ordem do Senhor, deveria se afastar (Deuteronômio 23.3-6).

Moabe, hoje, representa esse nosso desejo de fazer o mal, essa nossa vontade de cometer pecado, essa nossa idolatria acerca de tudo o que gostamos demais. Paixões por pessoas que passam a ocupar o lugar de Deus em nossas mentes e corações. Paixões por coisas que passam a receber mais de nós do que pessoas, tesouros do Senhor. Paixões por realizar desejos e extravasar sentimentos desenfreados, alimentados mais do que nosso desejo e sentimento por Jesus.

Esclarecendo: precisamos fazer uso da Palavra para matar nosso ego, nossas paixões, nosso mal. Precisamos manter a Espada do Espírito em riste e derrotarmos as investidas demoníacas que querem nos aprisionar, ferir, derrubar e destruir.

Ou nós vencemos essas coisas, ou elas nos vencem. Ou nós as matamos, ou elas nos matam lentamente e com requintes de crueldade, mantendo nossas almas aprisionadas na masmorra do pecado, sempre debruçadas sobre o parapeito da janela da culpa não perdoada, suspirando ao fitar o horizonte de liberdade que Deus já nos trouxe e que nós não conseguimos alcançar.

O serviço de Deus para nós hoje é combater com a Verdade tudo o que pode nos afastar Dele. Então, desembainhe sua Espada, parta para o combate com o escudo da fé (Efésios 6.16) e vença essa batalha, em nome de Jesus.

Nesse combate espiritual (Efésios 6.12), as forças do bem em nós não estão imobilizadas pelas forças das hostes malignas, mas pela nossa própria negligência.