domingo, 7 de outubro de 2012

O Eterno Governante


A Bíblia em um ano:
Ageu 1-2


“Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o povo que Ele escolheu para Lhe pertencer! Dos céus olha o Senhor e vê toda a humanidade; do Seu trono Ele observa todos os habitantes da terra; Ele, que forma o coração de todos, que conhece tudo o que fazem. Nenhum rei se salva pelo tamanho do seu exército; nenhum guerreiro escapa por sua grande força. O cavalo é vã esperança de vitória; apesar da sua grande força, é incapaz de salvar. Mas o Senhor protege aqueles que O temem, aqueles que firmam a esperança no Seu amor, para livrá-los da morte e garantir-lhes vida, mesmo em tempos de fome. Nossa esperança está no Senhor; Ele é o nosso auxílio e a nossa proteção. Nele se alegra o nosso coração, pois confiamos no Seu santo nome. Esteja sobre nós o Teu amor, Senhor, como está em Ti a nossa esperança.”
Salmos 33.12-22


Imagem: Google.

"Abram-se, ó portais;
abram-se, ó portas antigas,
para que ó Rei da glória entre.
Quem é o Rei da glória?
O Senhor forte e valente,
o Senhor valente nas guerras.
Abram-se, ó portais;
abram-se, ó portas antigas,
para que ó Rei da glória entre.
Quem é o Rei da glória?
O Senhor dos Exércitos;
Ele é o Rei da glória!"

(Salmos 24.7-10)
Há pouco recebi um telefonema de uma colega de trabalho, muito feliz pela vitória da candidata do seu partido. Com sinceridade felicitei a colega pela sua alegria e também me alegrei com ela, pois penso que Deus é capaz de abençoar o trabalho das equipes que assumirão, a partir de janeiro do ano que vem, as lideranças na cidade onde trabalho. Essa é minha oração.

Contudo, há alguns anos, convivo diariamente com alguns políticos, e tenho conhecido de perto a sujeira que rola aqui, nos bastidores. Pessoas usando e ameaçando outras pessoas, na tentativa de conseguir o máximo de apoio que puder e alcançar seus objetivos. Suborno, manipulação, trocas de favores, mentiras, omissão, exploração. Atitudes repugnantes e inescrupulosas, sem falar no despreparo, na inexperiência, na irresponsabilidade, no descompromisso, característicos de muitos candidatos às lideranças do nosso país.

Mas a minha opinião acerca da nossa (vergonhosa) política partidária não é o tema dessa mensagem. Prefiro analisar com olhos espirituais esse momento em que o Brasil vai às urnas mais uma vez escolher seus representantes políticos, e extrair dele lições sobre nosso andar diário com Deus.

A cada biênio há eleições no Brasil. Num biênio, para o período de quatro anos, são eleitos representantes para as esferas federal, estadual e distrital, e no biênio seguinte, também com validade quadrienal, para a esfera municipal. Muitas pessoas – como eu, mesmo – vão às urnas sem muita esperança, embora estudem bem seus candidatos. (No meu caso, não votei nessas eleições. Aqui no DF, elas só ocorrem a cada quatro anos. Graças a Deus!)

Porém, muitas pessoas depositam nas urnas todo o seu coração e, nos candidatos, toda a sua esperança. E eu fico cá, a pensar com meus botões: Que segurança podem me trazer pessoas que precisam ser trocadas a cada quatro anos dos seus cargos?

Parece uma pergunta bastante simplista e até infantil, mas quando olho para o Rei dos Céus e da terra e O vejo governando o universo desde que este foi criado, irrepreensível sobre um Trono eterno que jamais se corromperá (Isaías 9.7), percebo que existe mais importância em refletir sobre isso do que se imagina. E tenho pelo menos três motivos para crer nisso.

Primeiro, porque é inevitável afirmar que, por melhor que o homem possa governar aqui, ele é falível e passageiro, e o seu governo não se pode comparar ao governo de Cristo Jesus. Tanto é perfeito e inabalável o Seu domínio, que não é necessário fazermos eleições periodicamente para escolhermos outro Senhor. (É bem verdade que há pessoas escolhendo outros deuses mundo a fora, mas o fazem porque nunca tiveram uma experiência pessoal com o Eterno. Quando isso acontecer, não restarão dúvidas em seus corações, e em suas vidas não haverá mais lugar para nenhum outro deus.)

Em segundo lugar, essa nossa vida passageira por aqui, neste mundo, é um estágio que nos prepara para a outra vida, que não terá fim, ali no Céu. É por isso que devemos nos empenhar em fazer o nosso melhor em todas as obras das nossas mãos, e em lutar por melhorias, tanto para nós quanto para os outros, pois, do contrário, como podemos garantir que nos sairemos bem na eternidade que não vemos nem podemos tocar (ainda), se nem com essas coisas físicas aqui nós sabemos lidar? Como podemos assumir as grandezas do Reino de Deus na glória da vida eterna, se nem para com os pequenos afazeres do nosso dia-a-dia nós somos dedicados?

Por fim, nesse período chamado vida, em que passamos pelo mundo como peregrinos, temos a oportunidade de comprovar o quanto somos carentes da glória de Deus. Quando olhamos para a dimensão da falibilidade humana – embora existam algumas autoridades eclesiásticas que pensam mesmo serem infalíveis –, e quando olhamos para a imensidão das nossas limitações, não resta-nos outra conclusão se não a que somos totalmente dependentes de Deus e do Seu poder.

Por isso, não somente em se tratando de política, mas em qualquer seguimento da vida, sem desprezarmos a capacidade e a inteligência humana - obviamente, em vez de depositarmos nossa fé em homens falhos, limitados e cheios de culpas como nós, vamos olhar para o Senhor Deus e buscar Nele toda a força, direção e a sabedoria que precisamos para lidarmos com os conflitos a que estamos expostos aqui, sejam eles internos ou externos.

Vamos fazer das nossas vidas aqui um ensaio na Sua graça, para que possamos saborear a doce vida que Ele mesmo está nos propondo na eternidade da Sua glória. E isso não é promessa de campanha...