segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quando nasce um louvor...


A Bíblia em um ano:
Amós 6-9
Obadias


“É bom cantar louvores ao nosso Deus; é agradável e certo louvá-Lo. O Senhor Deus está construindo de novo Jerusalém; Ele está trazendo de volta o Seu povo, que foi levado como prisioneiro para outro país. Ele cura os que têm o coração partido e trata dos Seus feridos.”
Salmos 147.-3


Imagem: Google.

É incrível mesmo, como um belo louvor pode atrair Deus até nós, quando entoado com a alma. E “o céu se une à terra, num beijo molhado...” [1]. Momento único e indescritível!

Aquilo que fazia nossa alma gemer de dor até então, de repente, se afugenta diante das melodias de uma alegria incontida. Sinfonia de louvor que surge pelo derramamento de um coração sincero, que declara incansavelmente: “Quão grande é o meu Deus! Cantarei: Quão grande é o meu Deus! E todos hão de ver quão grande é o meu Deus!” [2]

A culpa, a acusação, a condenação. Nada disso persiste quando os céus ouvem uma voz contrita, quebrantada, rompendo os limites do infinito e invadindo a sala do Trono, expressando em cada acorde, com fulgores incontáveis e insistentes: “Distante de Ti, Senhor, não posso viver, não vale à pena existir. Escuta o meu clamor! Mais que o ar que respiro,  preciso de Ti!” [3]

Calma para o coração agitado. Direção, consolo, renovo. Visões se abrem e paz permeia corações inquietos, conflitantes, quando os cabelos do Altíssimo são balançados pela brisa suave de nossos louvores, numa corrente leve de ar de adoração, a Lhe recordar: “Deus, Tu és Santo! Deus, Tu és Santo! Engrandeço e exalto ao Teu nome.” [4]

Fortaleza e revigoramento para o coração enfraquecido, que mesmo dorido, em meio aos escombros dos sonhos desfeitos, se prostra reunindo o que ainda lhe resta de forças para entregar a Deus sua vida “com muito louvor, com muito louvor...”. [5]

Dizem que os céus se movem, mas penso que seja Deus quem Se mova e faça estremecer os céus quando nos procura em meio às nossas necessidades e privações e, em  vez de nos avistar sobre o alto monte do nosso desespero gritando nossas angústias para o mundo inteiro, nos encontra de joelhos num canto do nosso quarto, ungindo Seus pés com nossas lágrimas de confissão e entrega, e nos ouve admitir: “Poderoso Deus, minha alma anseia por Ti!” [6]

O desejo de pecar vai embora, quando a alegria da salvação nos abraça. E essa alegria é fruto da nossa entrega diária a Deus em louvor e adoração. São momentos assim que nos fazem experimentar algumas gotas deliciosas do que é o tão almejado “Céu, lindo Céu! Lugar de glória e esplendor. Linda morada do Senhor! Lugar de maravilhas que pra nós Deus preparou.” [7].

Louvai, pois, meu caro amigo!
Em todo o tempo, cantai com tua alma ao Senhor, e o Seu louvor esteja continuamente nos teus lábios (Salmos 34.1). Pois de tudo o que Lhe ofertamos em louvor e adoração, o fim é este:

Estamos ensaiando.
Estamos aprendendo.
Estamos nos preparando para quando, finalmente, pudermos cantar pessoalmente para Ele, o Senhor, sem dor, sem medos, sem culpas. Santificados, salvos, vitoriosos, além deste mundo e desta vida. “Além do rio azul.” [8]





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AGRADECIMENTO a todos que participam do nosso blog. Em especial, nosso agradecimento ao irmão António Batalha, que nos abençoou com a belíssima meditação Terra Santa, a tua terra ou o teu lugar (02/09/2012). Ele foi o contemplado deste mês com o livro Ele escolheu os cravos, de Max Lucado. Parabéns!


A ALMA
Por António Batalha

"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus."
Hebreus 12.2


Quando nossa alma nesta vida passa,
Como peregrina vagueando neste mundo,
Sem o Amor de Deus, tudo ela abraça,
Nos prazeres da vida, amor vagabundo.

Como um regato de água mansa e fina,
Quanta tristeza, lágrimas derramadas,
Para todo o charco a alma se inclina,
À fonte divina, são todas chamadas.

Desejo, ilusão, sobrepõe-se à vida,
Como a meia noite em densa treva,
Vagueia sem rumo, anda perdida.

Deus é Senhor sobre toda a criação,
Mudar todo o rumo da vida que leva,
Sacudir do manto sujo toda a ilusão.

[Gentilmente cedido por António JesusBatalha]



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