sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Mais um fim do mundo...

A Bíblia em um ano:
1Pedro 3-5

Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno 
  1João 5.19

Imagem: Google.
O termômetro do mundo de ontem para hoje foi o Oriente. Se ele começasse a sumir do mapa nesse período, então o mundo ia mesmo acabar no dia 21/12/12, conforme muita gente interpretou sobre a profecia maia.

É que os japoneses, russos e neozelandeses, entre outros, estão em média, 13 horas "no futuro". Então, tecnicamente, a destruição deveria começar por lá, seguir os fusos horários na ordem decrescente e finalmente chegar ao Brasil.

Como agora já é dia 22, sábado, no Japão, e tudo continua normal no Oriente, então o Ocidente pode ficar tranquilo, pois de novo o mundo acabou sem acabar...

Ufa! Que alívio...
(Depois de tantos fins do mundo, a gente já devia estar acostumada a toda essa expectativa...)

Eu confesso que por outro ângulo, já vejo o mundo deformado. Não um mundo vivo perecendo, mas um que há muito já morreu e esqueceu de cair. Assim como um corpo em estado de putrefação, vejo o pecado em sua multiforme presença tal qual milhares de vermes a corroer cada milímetro do mundo.

Pior que tsunamis, é a incredulidade acerca de Deus, que se move no oculto do nosso ser,  produz maremotos nas profundezas do oceano da nossa altivez, e traz ondas gigantescas de um orgulho cego que nos afoga e não nos permite compreender que somos nós quem precisamos de Deus. Tsunamis são fenômenos da natureza e não podem ser evitados. Um estilo de vida arrogante e irreverente ao Criador, sim.

Pior que a destruição causada por terremotos, é a destruição que o pecado produz em nós, nos tornando maus, violentos, invejosos, gananciosos, soberbos, blasfemos, vis. Terremotos fazem parte do inevitável curso natural do planeta. O pecado, porém, pode ser evitado.

Pior que a força destruidora dos furacões e tornados, é a força do maligno contra uma vida sem Jesus. Os prejuízos causados por fenômenos naturais podem ser ressarcidos. Os prejuízos causados pelos cataclismos de uma vida sem Deus podem ser eternos.

Pior que o choque de um astro celeste com a Terra será o choque de ouvir de Cristo naquele grande dia: “Apartai-vos, não vos conheço!” (Mateus 7.21-23), mesmo depois de tantas coisas grandes que realizamos diante das pessoas aqui. A explosão do planeta ainda é meramente teoria. A volta de Jesus é iminente e já está fatidicamente em curso, prometendo revelar o real caráter dos corações dos homens. (Consulte os Evangelhos, para comprovar.)

Piores que erupções vulcânicas em cadeia, são as erupções da alma sem perspectivas, sem alegria, sem Deus, sem amor, sem equilíbrio. Vulcões são produtos da evolução natural e irreprimível da Terra. Vazio, solidão, infelicidade são produtos das nossas escolhas.

Literalmente, portanto, antes que venha o fim do mundo, precisamos evitar o fim das nossas vidas. Precisamos ter certeza que elas continuarão na eternidade com Deus. Isso é o que nos dá Paz aqui e expectativas para um futuro além de tudo o que nossos olhos podem ver ou nossas mentes podem imaginar.

Então, da próxima vez que o mundo for acabar de novo, lembre-se que, no estado em que ele se encontra, na verdade já acabou há muito tempo. Lembre-se que outro mundo, infinitamente melhor e feliz está pronto para nos receber. Lembre-se também que o homem guardado em Deus estará seguro e preparado para romper os limites da existência, aconteça o que acontecer.

E, em vez de olhar para o Japão, olhe para Cristo.