sábado, 15 de dezembro de 2012

Os braços da pessoa que a gente ama...


A Bíblia em um ano:
Hebreus 5-7

 

Imagem: Google.
“O meu amado é meu, 
e eu sou dele [...].”
Cântico dos Cânticos 2.16


Os braços da pessoa que a gente ama parecem o lugar mais confortável desse mundo.

Eles têm o incrível (e quase mágico) poder de fazer cessar toda inquietação, toda angústia, toda indignação em nosso ser, e nos levar ao infinito como se nada mais existisse ao nosso redor.

Abrigo e segurança. Quando estamos envoltos pelos braços da pessoa que amamos, parece que nada mais pode nos atingir. As muralhas da China não oferecem a força, o amparo, a proteção com que seus braços nos cobrem.

Como a chuva fresca que cai numa tarde de sol escaldante e alivia a fadiga, o mal estar. Assim são os braços de quem a gente ama, capazes de produzir em nós a satisfação que tem um peregrino sedento e aflito que encontra água no deserto.

Os braços da pessoa que a gente ama são o travesseiro mais macio, a cama mais confortável e perfumada, preparada com lençóis de cetim, decorada com pétalas de rosa vermelha, à meia-luz de um abajur. O lugar de expressão de desejo e fascínio de um intenso amor perfeito e santo.

O berço onde repousa o bebê despreocupado, suspirando enquanto dorme um soninho descansado, qual anjinho de fralda. Os braços da pessoa amada nos fazem ser criança outra vez...

O invólucro da nossa alegria são os braços da pessoa que a gente ama. Produzem cócegas em nossos corações, fazem gracejos e despertam risos em nossas almas, como se alegra a menina em seu primeiro passeio de bicicleta. Como se diverte o menino pendurado num dos galhos da mangueira do quintal. Prazer como crianças brincando na chuva...

Todo esse bem que os braços da pessoa que a gente ama podem nos causar, é elevado a uma potência infinita, quando nós também buscamos toda essa satisfação na pessoa de Cristo.

Seus braços de amor produzem em nós uma intensidade ainda maior de contentamento, de paz, de descanso. E com mais uma entre tantas vantagens, que é o fato de não ser preciso esperar que Ele nos procure, retorne do trabalho, faça-nos uma visita.

Não. A qualquer instante, encontramos os braços do Amado disponíveis para nos envolver com amor incondicional. Depende apenas da nossa procura por Ele. Depende de nos entregarmos assim, sem reservas, ao calor e ao amparo dos Seus braços...

Quando isso acontece, os céus visitam a terra, e já não sobra mais lugar nenhum para a nossa dor.