domingo, 16 de dezembro de 2012

Presentes para o Rei


A Bíblia em um ano:
Hebreus 8-10
Imagem: Google.

 

[Os magos] entraram na casa e encontraram o menino [Jesus] com Maria, a Sua mãe. Então, se ajoelharam diante Dele e O adoraram. Depois, abriram os seus cofres e Lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.”
Mateus 2.11


Nossa hipocrisia e superficialidade em caminhar com Jesus tem nos afastado Dele de uma forma muito sutil, quase imperceptível. E o resultado disso é uma vida incompleta, faltosa, insatisfeita, insegura com Ele, mesmo que sejamos frequentadores assíduos de uma Igreja.

Nós lemos e compreendemos que os magos, peregrinos em busca do Cristo, ofereceram ouro, incenso e mirra a Jesus quando Lhe encontraram, e que esses presentes significavam ofertas dignas para um rei, para um sacerdote e para um profeta, respectivamente. De fato, em Jesus temos o Rei dos reis, o Sumo Sacerdote e o maior de todos os profetas.

Mas os interesses de nossas ofertas hoje divergem muito dos interesses daqueles homens, embora ainda ofereçamos a Jesus os mesmos presentes, só que noutro contexto e com outras motivações.

Nós oferecemos ouro para Jesus como nosso presente. Semeamos ofertas e queremos colher bênçãos. Pensamos que podemos comprar as dádivas do Senhor.

Nós ofertamos incenso para Ele, como nosso presente. Tentamos convencê-Lo com nossos belos discursos, com as orações enfeitadas que fazemos subir até o Céu em nossos rituais religiosos.  

Nós Lhe damos mirra por presente. Espalhamos o cheiro das nossas obras por todos os lugares, exploramos ao máximo nossos dons e talentos para arrancar aplausos dos homens e nos convencemos que também os obtemos de Deus.

Porém, para que nossos presentes tenham real valor diante do Senhor, precisamos seguir o exemplo dos magos e ter a motivação certa. Primeiramente, eles adoraram ao Senhor. Depois, eles abriram seus cofres. Só então ofereceram presentes ao Menino Jesus.

Adorar a Deus é algo que os filhos da Igreja têm feito muito com cantos e palavras mas não com atitudes. A prova é esse comportamento que se associa aos padrões do mundo em vez de confrontá-los. E disso temos o reflexo num grande descrédito e notável banalização do Evangelho.

Adoradores verdadeiros usam seu ouro para causas realmente importantes, que quase sempre incluem o benefício de outros.

Adoradores verdadeiros fazem de toda a sua caminhada com Deus o seu melhor incenso. Vigiam e oram. Oram em todo tempo. Oram com sinceridade. Rasgam seus corações em vez de suas vestes. Choram por reconhecerem quem são, não por se emocionarem ouvindo o que não são. São verdadeiros no que falam com Deus e obedientes no que ouvem Dele.

Adoradores verdadeiros espalham sua mirra pelo mundo, não porque querem ser vistos por ele, mas porque avistaram Deus ali. Foram salvos, se tornaram novas criações e por isso são capazes de realizarem boas obras. Não fazem boas obras para serem salvos. Sabem que são totalmente dependentes da graça de Cristo. Essa graça cuja porta ainda está aberta, nos dando a oportunidade de corrigirmos nosso grande erro de apresentar ao Senhor ofertas defeituosas, resultantes de uma adoração superficial, fraca, falsa, materialista.

Hoje, nosso ouro, incenso e mirra devem ser produtos dos nossos corações, do mais profundo do nosso ser, do cofre dos tesouros das nossas almas para Jesus. É isso que faz o Natal ser um acontecimento diário em nossos corações.

É isso que prova ao mundo que nós, peregrinos na terra, verdadeiramente encontramos o Cristo.