sábado, 29 de dezembro de 2012

Quem segura o cálice?


A Bíblia em um ano:
Apocalipse 13-15


“Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu?”
João 18.11

Imagem: Google.
Por Vernon C. Grounds

Você foi chamado a experimentar algum cálice amargo de dor ou perda? Está tentado a afastá-lo de si? Talvez você esteja se perguntando: Será que Deus está nessa situação?

Se é assim, lembre-se da experiência tenebrosa e angustiante de Jesus e de Seu exemplo na noite em que foi traído.

Nunca devemos nos esquecer de que Jesus era Deus-Homem, com as duas naturezas, a divina e a humana. Portanto, Ele sentiu de antemão o horror da agonia da crucificação e a dura prova de ver os pecados do mundo acumulados sobre Sua alma sem pecado. E, o pior de tudo, Ele estremeceu com a idéia de ser abandonado pelo Seu Pai Celestial. Por isso, implorou: “Meu Pai,se possível, afasta de Mim este cálice” (Mateus 26.39). Todavia, depois disso, Ele disse em submissão confiante: “Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai Me deu?” (João 18.11).

Ele sabia que a mão que seguraria o cálice nos Seus lábios, para a nossa redenção, não seria a mão de Judas nem de Caifás ou Pilatos. Seria a mão de Seu Pai amoroso, com a intenção de redimir nossa raça humana perdida.

Maravilhados com o mistério de tal amor, tomamos nossa posição no Calvário. Cremos que qualquer cálice que bebermos estará sendo seguro aos nossos lábios pelo Pai de amor e sabedoria insondáveis.

Nossa oração é de submissão confiante, porque cremos que mesmo o cálice mais amargo da vida está nas mãos do Pai Celestial.

(Vernon C. Grounds, in “Devocionário Nosso Andar Diário”. Período: Janeiro a Março/2008. Curitiba/PR: Ministério RBC, 20 de março de 2008.)