domingo, 6 de janeiro de 2013

Domingos...

Imagem: Google.


“Depois do sábado, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. [...] O anjo disse às mulheres: Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde Ele jazia.”
Mateus 28.1,5-6


Domingo...

Dia da ressurreição do Senhor.

Primeiro dia de uma nova era, a era da certeza que nada, absolutamente nada, nem mesmo a morte, pode nos afastar do Senhor, se não quisermos. [Muitos não quiseram acreditar na ressurreição de Jesus, e continuaram nos seus pobres caminhos, vazios, sem Deus e sem Paz. Já quem escolheu crer, escolheu ter o Senhor permanentemente em seus dias, e suas vidas jamais foram as mesmas.]

Por isso, domingo é o dia do memorial eterno, que lembra o quanto Ele nos amou e tudo o que foi capaz de fazer por nós: não bastasse ter morrido de forma tão cruel e totalmente injusta, em vez de ir imediatamente da cruz para o Trono que Ele de fato merecia, Jesus voltou para nós, os responsáveis pela Sua morte, e prometeu estar pessoalmente conosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mateus 28.20).

Mas domingos, assim como segundas, e terças, e quartas, e todos os dias, ainda são dias difíceis demais para muitas pessoas que, por infortúnios diversos e/ou por não conhecerem a salvação, não gostariam de acordar para mais um dia de vida. Pessoas que tentam, sozinhas, carregarem seus fardos pesados. E isso, sem dúvidas, causa cansaço, tristeza, solidão. Vivem forçadas. Vivem por viver.

Contudo, permitam-me lembrá-las que domingos também podem ser avisos do Senhor para quem procura uma razão de viver. E eu explico os porquês, pois há, pelo menos, quatro motivos pelos quais a ressurreição de Cristo é evidente, verdadeira e capaz de transformar o curso das nossas vidas.

Primeiro, a Bíblia nos conta que Ele ressuscitou. E como este livro tem uma inspiração divina, não de homens, podemos acreditar nas suas palavras e revelações.

Das suas entrelinhas fluem poder e graça sobre a vida de todo aquele que crê que a Bíblia não é uma pequena biblioteca com apenas 66 livros de histórias religiosas, mas um manual para a nossa sobrevivência eterna.

Segundo, Jesus verdadeiramente ressuscitou, porque Seu corpo nunca foi encontrado.

Resquícios dos carros dos soldados de faraó, cerca de 1.400 anos antes de Cristo, foram descobertos recentemente nas profundezas do Mar Vermelho. Restos de uma gigantesca embarcação construída por volta de 4.800 anos atrás foram encontrados sobre o Monte Ararat, e cientistas acreditam sejam mesmo os restos da arca de Noé.

Quanto ao corpo de Jesus, uma mentira denunciada pela Bíblia (Mateus 28.11-15) tenta sustentar que ele foi roubado pelos discípulos, para livrar a cara das autoridades que O mandaram matar, e mantê-las com moral diante do povo.

Mas é tudo o que se tem: uma mentira. Só uma mentira, que não resiste quando confrontada por fatos, como o terceiro motivo pelo qual é evidente que Jesus ressuscitou: os sinais provam isso. Pessoas sendo curadas, causas impossíveis sendo desenroladas, cadeias espirituais sendo abertas, vidas sendo libertas dos mais diversos males. E o mais impressionante: caráter sendo mudado. Pessoas sendo transformadas em novas criações, pelo poder de Jesus ressurreto. Isso é fato, e contra fatos não há argumentos.

E, pelo menos, mais um motivo pelo qual Jesus ressuscitou, é que se isso não tivesse acontecido, não haveria esperança. Ainda estaríamos vivendo com o mesmo sentimento de solidão, de vazio, de abandono, e sem perspectiva alguma acerca do futuro, exatamente como os discípulos amargaram quando desceram o corpo de Jesus da cruz e o depositaram num túmulo.

Que desolação na alma daqueles homens e mulheres que viram o Senhor andar sobre as águas, ressuscitar mortos, controlar tempestades e mar em fúria, dentre tantos outros milagres incríveis, agora, jazendo numa tumba fria, seguindo o mesmo destino dos reles mortais...

Mas o domingo chegou, para encerrar definitivamente aquela sensação de derrota. O Mestre ressuscitou, e provou que o Seu poder excede a própria morte. Ele ressuscitou e trouxe de volta a esperança. Desde então, o mundo tem vivido revoluções extraordinárias, e nossas vidas têm experimentado transformações até então improváveis.

Por isso, não duvidemos da presença e do poder de Jesus aqui, em nós e por nós. Façamos de cada dia um domingo, onde olhamos para o túmulo vazio e ouvimos outra vez: “Ele não está aqui; Ele ressuscitou como tinha dito” (Mateus 28.5).

E então, quando tristemente tivermos de acordar de mais uma noite para mais um difícil dia, teremos a presença e o cuidado Daquele que acordou da terrível morte para a vida.

E nossos dias já não serão mais os mesmos.

Bons domingos.