sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O amor de Deus...


“O Senhor cumprirá o Seu propósito para comigo! Teu amor, Senhor, permanece para sempre; não abandones as obras das Tuas mãos!”
Salmos 138.8


Imagem:  Google.
Amor de Deus, amor ágape...

Um sentimento nobre demais para se permitir ser confundido com qualquer outro sentimento, mesmo aqueles que também se chamam amor (phileo e eros). Mas comum demais para deixar de cobrir um único ser humano sequer.

Um sentimento complexo demais para que possamos compreender, e essencial demais para que consigamos viver sem ele.

Um sentimento único, mas que se multiplica nas vidas de muitos.

Inexplicável, porém evidente.

Sobrenatural, porém real.

Imutável e sempre atual.

Ilimitado, mas que cabe dentro dos nossos pequenos corações.

Extravagante ao extremo da cruz, mas que se manifesta a cada instante através da humildade.

Esse amor insofismável, que põe em xeque todas as nossas verdades absolutas, é que leva o Senhor a fazer promessas ao Seu povo e mantê-las em voga.

Esse amor racional, sempre a confundir toda lógica humana, é o que não deixa o Senhor abandonar o trabalho que Ele começou na vida de quem Ele escolheu para caminhar ao Seu lado.

Esse amor perfeito é o cobertor que aquece nossas almas quando a frieza do mundo e das pessoas ao nosso redor tenta nos matar por hipotermia espiritual.

É farol esplendoroso aceso quando as bravas ondas das decepções e o furioso vento do desprezo tentam sucumbir o navio dos nossos sentimentos, que apenas tenta loucamente chegar ao cais e, enfim, ancorar no coração de outra pessoa.

É muralha inalterável e intransponível, que nos oferece segurança enquanto arremessam bagaços da inveja, cascas de maledicência, porções podres de calúnias, pacotes vazios das maldições, e outros lixos contra nossas vidas.

Esse amor forte é a fonte de toda força que nos mantém de pé quando o mal tenta nos destruir, das mais corriqueiras às mais inusitadas formas.

É a companhia sempre presente, mesmo no mais absoluto silêncio de Deus, contrariando a hipocrisia daqueles que sempre vão embora, embora seus belos discursos de amor permaneçam conosco, tentando nos encantar e convencer com palavras acerca do que eles, com atitudes, demonstram que não são.

É esse amor incondicional de Deus que canta para nos fazer descansar em Seu colo, quando estamos no centro dos furacões dos infortúnios, sejam eles de que categoria for.

Esse é o amor de Deus. Amor ágape. Amor que grita a todo instante loucamente por nossas almas, e que raramente conseguimos ouvir, ensurdecidos pelas angústias que nos assolam.

Amor que desenrola um tapete de santidade rumo ao infinito, nos estende Sua mão e nos oferece companhia enquanto nos convida para irmos mais além.

Esse amor, que é tudo, é o que faz o nada da nossa existência, de fato, ter alguma importância.