sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quando nascem os sóis...

Imagem: Google.



“Mas a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”
Provérbios 4.18


Às vezes, no lento caminho da minha vida, vejo sóis despontando nos horizontes das manhãs. [Há dias bem nublados, confesso...]

Suaves, tímidos, os sóis da minha vida vêm aos poucos se exibindo de forma gentil e elegante, como só eles podem fazer. São sonhos, promessas, provisões, surpresas, esperas.

Mas por vezes me pego tentando adiantar as coisas. [Por que Deus parece demorar tanto? – Oh,  cruel dúvida de um ansioso recebendo tratamento celestial...]

E então, às vezes, qual criança querendo alcançar logo o sol, me ponho a correr em direção ao dono daquela luz que brilha esplendorosa à minha frente, na ânsia de abraçá-lo, de tocá-lo, de senti-lo mais de perto, de tê-lo todo pra mim.

E muitas vezes caio.
Tropeço e caio.
Salto bem alto e piso em falso ao retornar ao chão.
E caio.
Caio e choro.
Choro e perco o espetáculo do sol completando mais um ciclo.
Choro e penso que nunca alcançarei esse sol.

Muitas vezes o sol parece que não quer se permitir ser tocado, não é?

Mas, na verdade, ele está se permitindo ser tudo para mim. Está se levantando calma e determinadamente do horizonte sobre mim. Está exibindo um espetáculo que reflete-se num grande abraço a me cobrir por inteiro [mas que muitas vezes perco, enquanto choro e tento me erguer das quedas]. Qual um imenso manto a se desenrolar no céu, colore o mundo bem diante dos meus olhos e me permite enxergar a beleza da vida.

Pena que, muitas vezes, preciso cair primeiro para depois entender o caminho do sol sobre mim, desde que começa a brilhar em minha vida até que lha torne em dia perfeito. [Na verdade, até já sei, mas meu coração apressadinho, vez em quando, passa por cima de alguns dos meus conceitos.]

Então me sinto triste.
Então me sinto feia.
Então me sinto mal.
Então, me sinto só outra vez.

Até que as mãos firmes do Pai Celeste me recolhem do duro chão, me levam amorosamente ao Seu colo, e Seus braços me abraçam, transmitindo-me segurança outra vez.

Prefiro caminhar ao Seu lado agora, segurando em Sua mão. Melhor dar um passo de cada vez, no tempo de Deus, do jeito de Deus. E seguir vendo os sóis, dia após dia, nascendo e ampliando seus raios cada vez mais e mais, até que o dia se torne claro e a sua graça sobre mim seja completa.

E espero não me empolgar tanto da próxima vez. Pois certas desilusões da vida, que nos deixam marcas profundas, poderiam ter sido evitadas, se tão somente soubéssemos esperar o tempo do Senhor. Se tão somente admirássemos o sol em seu curso perfeito e lhe déssemos liberdade para ser o que é, do jeito e no tempo que deve ser.