domingo, 13 de janeiro de 2013

Sinceridade


“Que o “sim” de vocês seja sim, e o “não”, não, pois qualquer coisa a mais que disserem vem do maligno.”
Mateus 5.37


Imagem: Hipocrisia. Disponível no Google.
Às vezes, eu queria ser correspondida com o mesmo amor que sinto pelas pessoas.

Queria ser compreendida com a mesma clareza e com a mesma imparcialidade que procuro compreender.

Queria ser ouvida sem precipitações, sem conclusões, sem julgamentos, como eu tenho tentado ouvir todos que me procuram.

Queria ser abraçada com a mesma sinceridade do abraço com que eu abraço pessoas.

Queria sentir sinceridade nas pessoas.

Sinceridade, não apenas no falar, mas no agir. Sinceridade que grita por um megafone sobre quem somos nos pequenos gestos do dia a dia, e não somente tenta impressionar com grandes feitos, pra chamar a atenção.

Sinceridade que nos põe no lugar do outro para não fazer com ele aquilo que não queremos seja feito conosco.

Sinceridade que não calunia, mas que defende. Que não denigre, mas que respeita.

Sinceridade não tem duas caras, não tem duas palavras, não tem duas posturas.

Mas a cada dia que passa, percebo que fica cada vez mais difícil encontrar pessoas assim.

Não, eu não sou perfeita. E seria muita pretensão minha supor que tudo o que faço está certo. Mas a sensibilidade para reconhecer seus erros e tentar abdicar-se deles é uma virtude que deveria haver em todo ser humano, principalmente daqueles que dizem conhecer Jesus.

Os exemplos do Mestre Amado são os mais nobres e perfeitos. E são simples de serem seguidos por todos nós. Tão simples que o povo do Seu tempo achou que o Senhor não tinha porte de rei e, por isso, em vez do trono, deram-Lhe uma pesada cruz. Em vez de Lhe darem um cetro, puseram cravos em Suas mãos. Em vez de uma coroa de ouro maciço e diamantes do mais alto quilate, zombaram Dele ao coroá-Lo com espinhos.

E mesmo com tudo isso Jesus permaneceu sincero. O amor que Ele declarou pelo mundo inteiro antes, nos capítulos 3 e 15 de João, não deixou de existir pelos Seus algozes, quando estes Lhe humilharam, escarneceram e assassinaram cruelmente depois, no capítulo 19.

Jesus manteve-Se íntegro e sincero em todas as Suas palavras. E Ele, mais do que ninguém experimentou o amargo fel da injustiça.

Mas o Senhor passou por cima disso com autoridade máxima. Viu cada detalhe das calúnias, das inverdades, das ofensas, da crueldade que foram tramadas e concretizadas contra Ele, mas não mudou Sua perspectiva. Seu alvo continuou o mesmo. Sua visão não se desviou nem por um segundo sequer do Seu ponto de chegada. E prosseguiu, triunfante, sobre todo aquele mal, até cumprir Sua missão por completo e com elevo.

Caminho desbravado pelo Rei, posso segui-Lo confiante e já consolada, renunciar que as decepções dos últimos dias me tirem da direção do meu alvo, e ver a mediocridade ficando para trás de nós.

É nas pegadas do meu Mestre que pretendo continuar prosseguindo e vencendo também.