sábado, 2 de março de 2013

Indo até Ele...

Imagem: By Elaine Cândida, com imagem do Google.


“Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados,
 e Eu lhes darei descanso.”
Mateus 11.28

As desilusões com as pessoas ao nosso redor, o cansaço das muitas ocupações, as frustrações dos desejos interrompidos, o desencanto com as palavras, a tristeza profunda na alma causada por tanta espera, pelos sentimentos não correspondidos, pela renúncia não reconhecida, pela aparente injustiça... Coisas desse tipo conspiram em conjunto contra nossa paz, desbotam as cores da nossa alegria, e comumente trancam a janela por onde vemos o sol. Depois, jogam a chave fora.

É em momentos assim que a existência parece perder o sentido, as forças parecem esvair-se debaixo do peso do fardo, por demais enfadonho, e uma dor inexplicável retine em compassos diferentes dentro do nosso ser. Quem tem amigos costuma se desabafar com eles e recebem alguma luz. Mas no seu íntimo, esse alguém ainda permanece incompleto, insatisfeito, entristecido.

Quando ouço Jesus nos dizendo “Venham a Mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso” (Mateus 11.28), percebo uma beleza, uma bondade e um interesse sem precedentes em Suas palavras. Pois quem, além do Senhor, poderia se importar assim com nossas mazelas? E quem mais se ofereceria para livrar-nos delas sem pedir nada em troca?

Porém, soa ainda mais forte a orientação: “Venham...”. Jesus não disse: “Eu irei a todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso”. Não. Ele disse: “Venham a Mim”. Ele Se dispôs a alterar o curso tedioso da nossa caminhada sem norte. Mas nós é que devemos ir até Ele, e não o contrário.

Comumente, nós olhamos apenas para a parte que Jesus disse que faria: nos dar descanso das pesadas cargas que levamos. Mas não percebemos (ou ignoramos intencionalmente) a parte que nos cabe: irmos até Ele. E é bem aqui que muitos de nós são pegos questionando o Senhor, sobre Sua real fidelidade para conosco.

Na verdade, Ele não deixou de fazer nada por nós. Nós é que deixamos de ir até Ele, em orações, em meditações diárias sobre as Escrituras Sagradas, em jejuns, em pensamentos. E então, sentimos falta de Deus, mesmo sabendo que de onde estivermos, como estivermos, e quando estivermos, Ele será encontrado por nós sempre que nós O buscarmos de todo o nosso coração (Jeremias 29.13).

Um amigo contou-me esta semana que o tratamento de Deus é diferente do nosso em relação aos sofrimentos. Nós agimos livrando do sofrimento. Deus age nos ensinando com o sofrimento.

E é por isso mesmo que em todo tempo, e ainda mais em tempos difíceis, nós devemos ir até o Senhor. Devemos nos aproximar do Seu Trono de graça “com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4.16).

É estranho seja necessário que cheguemos ao extremo da tristeza para descobrirmos quem somos em Deus e o quanto Ele nos ama. Mas se for esse o caminho, o Senhor permitirá infortúnios e com eles chamará nossa atenção. Pois Ele não quer nos perder. Ele sabe o valor que nossas vidas custaram para Ele.

E embora Ele já tenha feito sua parte, agindo assim o Senhor continua demonstrando preocupação e desejo de nos manter sempre por perto. Ele continua trabalhando por nossas vidas.

E nós, o que estamos fazendo por elas?