segunda-feira, 15 de abril de 2013

Coragem!

Imagem: Google.


“[...] da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha 
e puseram em fuga exércitos estrangeiros.”
Hebreus 11.34


Uma pessoa corajosa é uma pessoa que, mesmo com dor, faz o que tem de fazer.” Li isso por aí.

Motivei-me a pesquisar um pouco mais sobre coragem e encontrei a seguinte definição: “Coragem [...] é a habilidade de confrontar o temível som de discórdia, a difícil vida, o amor, a certeza ou a intimidação” [Wikipedia].

A coragem, essa força interior que provoca o homem desde coisas simples como o abrir seus olhos pela manhã no aconchego da sua cama até coisas excepcionais como uma escalada ao imponente Everest, tem sido a grande responsável por nossas maiores conquistas e, por assim dizer, por nossas maiores decepções também. De fato, por um lado nós ousamos crer e prosseguir, e podemos nos frustrar com os resultados. Mas por outro nós ousamos crer e prosseguir, e podemos ficamos maravilhados com resultados positivos que excedem todas as nossas expectativas. O que não podemos é desistir sem tentar.

A Bíblia conta muitas histórias de homens e mulheres corajosos, que lançaram-se sem reservas ao abismo da fé, motivados pelas certezas que o Senhor já tinha depositado em seus corações, e tiveram conquistas extraordinárias. Gente simples, sofrida, comum como nós, mas convencida que “a bênção do Senhor traz riquezas, e não inclui dor alguma” (Provérbios 10.22).

O homem sem temeridade, cujo coração está voltado para as indicações do Senhor para sua vida, motiva-se a ir mais além. O medo pode até lhe acometer o coração, mas a certeza que acertos superarão erros por causa da palavra implantada por Jesus trazendo-lhe paz, produz na pessoa o impulso que a leva sempre adiante – ou que a faz parar, quando parar é o mais correto a fazer. Em momentos de temor, de situações difíceis, de barreiras de medo, de circunstâncias adversas, tenebrosas, a coragem é a força propulsora que impele de forma positiva esses fatores críticos.

No caso do homem com Deus, sua história de coragem excede a capacidade de concretizar. Seus caminhos percorrem a alma, e sua coragem se manifesta principalmente vencendo as barreiras do seu caráter e do seu coração.

Coragem, nesse caso, não é ter sempre uma resposta pronta para se defender, mas defender-se por meio do silêncio. Não é dar sempre a última resposta, mas independente disso, dar sempre as respostas necessárias. Coragem, nos moldes bíblicos, não é reunir forças e vingar-se, mas reunir forças e ser capaz de perdoar. Não é agarrar-se e nunca abrir mão, mas muitas vezes perder para poder ganhar. Tampouco é rugir e enfrentar o mundo com severidade, mas muitas vezes – na maioria das vezes – enfrentar-se a si mesmo.

Coragem é a força positiva que nos faz prosseguir por caminhos que já nos causaram traumas em experiências anteriores, mas com a certeza que dessa vez será diferente porque agora Deus também está passando conosco. Não é esquivar-se de uma situação para não sofrer desencantos, mas enfrentar de frente situações com olhos fitos na possibilidade de dar certo, e se empenhar para isso.

Coragem. Foi isso que levou o Homem de Nazaré à cruz. Foi isso que O fez sair do túmulo. É isso que O mantém ao nosso lado neste momento. E é isso que pode mudar completamente nossas vidas, se tão somente segurarmos na Divina Mão que se propõe a nos ajudar hoje, e seguirmos com confiança pelo caminho que ela amorosamente nos aponta, seja em que direção for.

Nós não nos perderemos. O Deus corajoso que enfrentou o inferno e venceu a morte é o guardião e guia das nossas vidas. E quando nossa confiança repousar sobre as certezas que Ele já sussurrou em nossos corações, alegremente veremos que a bênção que Ele nos propôs é, na verdade, tudo o que nós sempre desejamos.