sábado, 6 de abril de 2013

Gesto de humildade


“Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.
Hebreus 4.16

Imagem: Google.
Às vezes, a vida não é tão cinza quanto parece. Nossas dores é que nos impedem de ver as cores que cintilam ao vento nas flores do jardim.

Não é sempre que o nosso jardim está sem flores. Nós é que insistimos em olhar somente para as ervas daninhas que, inevitavelmente, crescem dentro dele.

Muitas vezes, a chuva caindo em nossos corações não está impedindo que o sol brilhe neles. Está, sim, dividindo com ele o serviço de nos moldar, e enquanto faz isso, aproveita para fecundar nossos desertos e produzir vida.

As águas valentes que agitam os mares são as mesmas que formam os bons marinheiros. E o remédio amargo das correções divinas que precisamos beber é o que sarará as feridas das nossas almas.

Mas quando a vida ficar intensamente monocromática, os canteiros dos jardins estiverem repletos de ervas daninhas, as chuvas se tornarem tempestades, os ventos que açoitam as ondas configurarem furacões, e as medicações divinas parecerem intragáveis, dobremos nossos joelhos com fé redobrada, à procura ilimitada por misericórdia e graça de Deus, e elas pousarão suavemente sobre nós.  

Força e discernimento não nos faltarão, porque nesse gesto de humildade demonstramos ter compreendido que a cruz não pesa além do nosso vigor. Nós é que ainda não tínhamos nos rendido totalmente aos pés Daquele que sempre está pronto para nos ajudar a carregá-la.