quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nome por nome, pessoa por pessoa...

Cena do documentário A marcha dos pinguins. (Foto de Divulgação)
Disponível em Estadinho (Caderno infantil do jornal Estadão, de 15 out 2011).


“Mas agora, assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel:
Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu.”
Isaías 43.1


Há algum tempo assisti um documentário sobre pinguins e, entre tantas informações sobre esses curiosos e impressionantes animais, uma, em especial, chamou minha atenção. Permita-me compartilhá-la com você...

Os pinguins machos da espécie real passam até vinte dias no mar, distantes das suas fêmeas e dos seus filhotes, que deixaram em terra firme depois da reprodução. Os machos vão para o mar para se alimentarem e também trazerem alimentos para os seus filhos.

Ao voltarem à terra, teria início uma verdadeira odisséia em busca do seu filhote e da sua parceria, que ficaram juntos com outros oitenta mil pinguins em terra e, à primeira vista, todos iguais (!).

Teria, se os pinguins não soubessem distinguir o cheiro e o som da voz do seu filhote entre tantos milhares de bichos da mesma espécie e tamanha semelhança física.

Mas sem dificuldades, cada papai pinguim encontra sua cria e senhora ansiosos, esperando pela comida que ele foi providenciar.

Chamou-me a atenção a precisão que o papai pinguim tem em identificar seu filhote no meio de tantos outros parecidos com ele. Milhares de pinguins juntos e famintos, gritando por seu papai, e estes, sem nenhum pavor, se dirigindo aos ninhos e encontrando sua família, pelo simples fato de terem aprendido desde cedo a conhecê-la e identificá-la.

Nós, seres humanos, somos falhos até nisso. Não temos pais tão precisos em nos reconhecer ou localizar no meio de multidões. Tampouco temos um papai pinguim que possa nos encontrar no meio de um aglomerado de pessoas iguais a nós. Mas temos um Papai do Céu que conhece e localiza cada um dos Seus filhos em qualquer lugar do planeta Terra.

Aparentemente, para nós, somos todos iguais. Fisicamente, concordamos. Moralmente, nem tanto. Espiritualmente, somos únicos por nosso valor diante de Deus. Para Ele, cada um de nós tem particularidades que nos diferenciam dos demais seres humanos sem, contudo, nos tornar melhores que eles.

Uma vez feita a nossa entrega pessoal a Deus, tornamo-nos Seus filhos (João 1.12). E, a partir de então, o Senhor Se recusa a nos deixar regressar: “Tu és Meu”. É o que Ele sempre tem a dizer, embora não nos force a tomar decisões precipitadas, antes de nos permitir prova com é a vida com e sem Ele.

Deus Se interessa por tudo o que nos diz respeito, Se preocupa em participar de todos os nossos momentos, e Se importa em ter cada vez mais afinidade conosco, porque para Deus, não somos só mais um número em Suas estatísticas, como nosso CPF nos identifica para o governo do nosso país. Somos filhos que Ele conhece e faz questão de chamar pelos seus nomes.

Sim. Deus sabe os nossos nomes. Um por um. E não erra quando os chama.

Ele faz questão também de afirmar que nos conhece: “Tu és Meu.” Quem, melhor para conhecer uma coisa se não aquele que é dono dela? Para Deus, nós não somos coisas, mas pessoas de valor, e Ele tem tamanho zelo sobre nossas vidas que chega mesmo a Se responsabilizar por elas: “Tu és Meu”.

Deus não nos vê como objetos sobre os quais Ele tem a posse, mas como filhos que Ele conhece e sabe identificar de longe e em qualquer situação como sendo autenticamente Seus.

Não é maravilhoso acordarmos todas as manhãs sabendo que Alguém no status de Deus Se importa conosco e nos encontra no meio de mais de sete bilhões de pessoas vivas neste planeta como se nós fôssemos únicos para Ele? E não é uma honra para nós ver alguém como Deus Se preocupando e dispondo a suprir todas as nossas necessidades (sejam físicas, sejam espirituais) e garantir nosso êxito, não só nesta vida mas também na vindoura?

Se te falta essa paternidade, aceite-a de Deus hoje. Felizes os que são filhos de Deus porque são reconhecidos dEle.  

Não é pelo nosso cheiro ou pelo som da nossa voz que Ele nos encontra. É pelo nosso estilo de vida. A adoração e entrega compõem a nossa identidade pessoal que traz registrado, após o nosso nome, o sobrenome do nosso Pai Celestial.

É isso que nos torna uma família tão especial.

É isso que nos faz ter honra nesta terra.