segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Ponte sobre o abismo


Imagem: Disponível na Internet.
"Jesus, porém, foi para o monte das Oliveiras.
Ao amanhecer Ele apareceu novamente no templo,
onde todo o povo se reuniu ao Seu redor, 
e Ele Se assentou para ensiná-lo.
Os mestres da lei e os fariseus 
trouxeram-Lhe uma mulher surpreendida em adultério.
Fizeram-na ficar em pé diante de todos e disseram a Jesus:
"Mestre, esta mulher foi surpreendida 
em ato de adultério.
Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. 
E o Senhor, que diz?"
Eles estavam usando essa pergunta como armadilha,
a fim de terem uma base para acusá-Lo.
Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever no chão com o dedo.
Visto que continuavam a interrogá-Lo, Ele Se levantou e lhes disse:
"Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela".
Inclinou-Se novamente e continuou escrevendo no chão.
Os que O ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. 
Jesus ficou só, com a mulher em pé diante Dele.
Então Jesus pôs-Se de pé e perguntou-lhe:
"Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?"
"Ninguém, Senhor", disse ela. 
Declarou Jesus: "Eu também não a condeno.
 Agora vá e abandone sua vida de pecado"."
João 8:1-11


A mulher pega em adultério concluiu que era seu fim, e que não tinha nenhuma sorte naquela sua pobre vida. Jesus mostrou quanta sorte ela tinha em ter sido, mesmo que à força, conduzida até Ele.

Os escribas e fariseus pensavam ser mais espertos que Jesus. O Mestre lhes provou que, na verdade, eles respiravam total ignorância acerca do Reino dos Céus.

Eles pensavam estar ridicularizando e incriminando a mulher, levando-a até Jesus. O Senhor, porém, a absolveu e resguardou, mostrando a eles que, na verdade, estavam mesmo prestando um grande favor em promover aquele encontro entre ela e o Mestre.

As pessoas que acompanhavam os escribas e fariseus até ali, aguardavam ansiosas o momento de se posicionarem acima do bem e do mal e executarem (mais) uma vida em nome da sua própria justiça tirana. Jesus lhes induziu a retornarem cabisbaixas às suas casas, refletindo sobre seus próprios pecados - agora pesando-os na balança eterna - , e sobre o que significa de fato a misericórdia divina.

O diabo pensou que ganharia mais uma vida que seria morta a pedradas e sem salvação. Jesus lhe envergonhou, concedendo à mulher adúltera o perdão e uma nova chance.

As pessoas que estavam naquele momento ouvindo os ensinamentos de Cristo, preparavam-se angustiadas para assistir a mais uma cena sangrenta e impiedosa. Jesus fez, diante dos seus olhos, uma mudança no curso tradicional da história e lhes permitiu assistir alegremente a manifestação do amor e da graça divina.

E, no final, a mulher que foi levada à presença do Mestre como uma pecadora entre “santos”, saiu de lá como a única redimida entre pecadores. Redimida, absolvida, livre para viver uma vida nova sem mais pecar, e consciente que se o fizesse, seus pecados, a partir de então, encontrariam uma barreira intransponível na presença de Cristo.

Assim como aquela mulher, nosso pecado também merece a morte, mas a graça do Senhor nos concede gratuitamente a vida. A cruz de Cristo é a barreira que freia nossas culpas quando nós nos arrependemos delas.

Ela é a ponte que atravessa a vastidão do nosso pecado e nos conduz à misericórdia, ao perdão e à redenção do outro lado do abismo entre nós e Deus.