terça-feira, 15 de outubro de 2013

Aos mestres, com carinho...


Ser um mestre inesquecível é formar seres humanos que farão diferença no mundo. 
Suas lições de vida marcam para sempre os solos conscientes e inconscientes dos seus alunos. 
O tempo pode passar e as dificuldades podem surgir, 
mas as sementes de um professor fascinante jamais serão destruídas. 
(Augusto Cury)


“Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos Céus; mas aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos Céus.”
Mateus 5.19

  
Eu não me lembro os nomes de grandes personalidades que ganharam o prêmio Nobel, a não ser de algumas raríssimas exceções. Mas eu me lembro perfeitamente do Paulo, do Antônio, da Míriam, do José Francisco, da Thelmy, pessoas bem de perto que participaram da minha vida por alguns anos, me ensinaram a superar limites, e isso foi suficiente para mudar a rota de todos os anos que viriam depois. E eles eram meus professores.

Eu não recordo os nomes de grandes atores que se destacaram nas artes cênicas, seja no Brasil, seja no exterior. Mas eu me lembro do José Macário, Daniel, do Edir, da Ângela, da Maria Garcia, pessoas bem de perto que completaram as cores da minha existência quando participaram dos meus anos acadêmicos e me fortaleceram em caráter e em atitudes melhores. Eles também eram meus professores.

Eu não recordo os nomes de grandes esportistas, nem sei quantos troféus ou quantas medalhas de ouro minha nação possui, nem mesmo em relação a um esporte sequer. Mas não esqueço os nomes da Helizete, da Renata, da Sônia, da Marilete, do Réus, do William, do Gildo, gente que me coroou com a paixão pelo que fazem e ladrilharam meu caminho com pedrinhas preciosas de dedicação, de compromisso, de profissionalismo. Desses também tenho orgulho de dizer: Eram meus professores.

E tantos outros nomes que eu poderia citar, por cujas mãos pude ser moldada, todos juntos, todos em sequência, todos no devido tempo, formando em mim um pouco dos valores de que o mundo carece e que eles tinham (e ainda têm) para oferecer. E o fazem gratuitamente, sem esperar reconhecimento ou recompensa que realmente valha a grandeza do seu labor.

A esses, e a todos os outros ídolos que conheci e que pude chamar de professor, neste dia oficial e publicamente, e em todos os outros dias honrando-os enquanto formulo minhas aulas na simplicidade das minhas coordenações, ou no oculto das minhas orações enquanto recordo os preciosos exemplos que de todos recebi, declaro meu carinho e admiração, meu respeito e consideração sinceros a quem tem me ajudado a construir a vida.

Tão grata sou ao Senhor pela grandeza da humanidade que vi nesses corações imperfeitos, pequenos e carentes de Deus como eu, que me encorajei a seguir pelo mesmo caminho da doação altruísta, da solidariedade não aplaudida, da renúncia anônima, da participação decisiva na formação de pessoas, do cuidado sincero ao encaminhar de destinos, da influência oculta no voo rumo à liberdade.

E hoje, honrosa e apaixonadamente, também sou uma educadora, que busca no Mestre dos mestres a sabedoria e a capacitação para trazer a excelência no cumprimento dessa nobre e intrigante missão a cada dia.

Àqueles que me ensinaram a conhecer, a fazer, ser e a viver*, não somente em minha profissão que me enobrece, mas na vida como uma eterna aprendiz e incansável neste caminho, minha singela homenagem e votos de êxito pleno, aos mestres, com carinho...


(*) Os quatro pilares da educação.