terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mas... O Pai está comigo!


Imagem: Disponível na Internet.



Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados,
cada um para a sua casa; e assim vão Me deixar sozinho.
Mas Eu não estou só, pois o Pai está comigo.
Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz.
No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem.
Eu venci o mundo.
João 16:32-33


Parecia um absurdo ouvir Jesus anunciando que Seus melhores amigos Lhe abandonariam no momento mais delicado da Sua vida. Ele, que desmedidamente amou e fez o bem até aos piores dos pecadores. Ele, que esteve presente nas vidas daquelas pessoas indignas como um amigo incondicional. De repente, o Rei de toda glória anuncia que será desprezado pelos Seus súditos, e o faz com tranquilidade, frieza e plena consciência.

Nós até passamos pelo abandono aqui, mas nenhum de nós conhece tão bem essa dor quanto Jesus. Nossos amigos se afastam, a solidão nos abraça. Nossos pais se calam, a tristeza grita. Nossos sonhos se frustram, as incertezas se firmam. Nossa esperança diminui, nossa dor aumenta. Estranha, porém real contradição, em tempos onde a mensagem que encanta multidões caracteriza Deus como um mordomo a serviço dos homens e da satisfação dos seus caprichos aqui, num mundo totalmente sem visão da eternidade.

Mesmo tendo certeza que nenhum dos Seus amigos compreenderia Sua prisão e morte, mesmo consciente que ficaria absolutamente só, Jesus prosseguiu fazendo o que precisava ser feito. Incoerência? Injustiça? Não, graça! Graça não age com coerência, mas com misericórdia; não faz o que é justo, mas o que é necessário.

Jesus sabia que se olhasse para o que merecíamos, não haveria mais futuro para nenhum de nós. Por isso, Se rendeu ao amor e Se doou desmedidamente até onde foi preciso para garantir que nós não sentiríamos a mesma solidão, de sermos distanciados de Deus e não termos uma esperança, um futuro.

Hoje, como Ele mesmo falou, por estarmos unidos com Ele, temos paz em meio a todo nosso sofrer, temos coragem diante de todos os nossos medos. E temos condições de, mesmo no silêncio e solidão que a ausência de todos nos proporciona, dar boas vindas ao novo dia que chega, na certeza que o Pai não nos abandonou, por mais indignos que sejamos.

Por isso, mesmo quando tivermos aquela sensação que somos o único ser vivente em toda a face terrestre e que ninguém pode nos escutar, quando a dor da alma estiver latejando já a ponto de parecer que não vamos mais suportar, dobrar os joelhos e conversar com Jesus fará toda a diferença. Porque nos encontraremos com um amigo que nos ama como somo e compreende o porquê de assim estarmos.

Conversemos com nosso Amigo verdadeiro, fiel e amoroso. Pois Ele não é um que chegou quando todos foram embora. Ele, na verdade, é o único que sempre esteve ao nosso lado.