quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Tudo no nada e sobre o todo...




“É necessário que Ele cresça e que eu diminua.
Aquele que vem de cima é sobre todos;
aquele que vem da terra é da terra e fala da terra.
Aquele que vem do céu é sobre todos.”
João 3:30-31



Deus costuma ser grande nos nossos discursos e pequeno nas nossas atitudes.

Não porque Deus, em algum momento, deixe de ser o que Ele sempre disse e demonstrou ser, mas porque nós, em muitos momentos, consciente ou inconscientemente, desacreditamos disso.

Tomamos a frente das situações, tomamos nossas próprias decisões, nos desesperamos, nos precipitamos, tememos e sofremos quando nossa fé é experimentada, e nossas ações refletem o grau da nossa dependência e confiança em Deus.

Mas quando lemos as histórias da Bíblia – registradas para a nossa edificação – verificamos que todos os grandes erros e decepções do homem decorrem da sua precipitação impulsiva, dos seus atos instantâneos não direcionados por Deus, que elevam o homem, de alguma forma, além da grandeza, da sabedoria, da glória e do poder de Deus.

Não culpo você. Não culpes a mim. Isso é seu, é meu... Nós somos assim mesmo, e Deus sabe disso. Tanto que exercita Sua paciência incansavelmente todos os dias para conosco e nossas questões, até que consiga nos fazer superar os limites do improvável e compreender que somos nós que precisamos Dele, e não o contrário.

Contudo, essa realidade de incredulidade e precipitação que muitas vezes nos toma, não deve ser uma motivação para desistirmos nem tampouco nos acomodarmos na nossa busca constante pelo aprimoramento da nossa fé e a construção de um relacionamento sólido com o Senhor, amparado nos princípios bíblicos do amor, da santidade, da dependência do Pai.

Antes, convém que o Senhor cresça além das nossas fraquezas e das nossas limitações. Convém que o Rei exerça domínio sobre todas as nossas precipitações e impulsos. Convém que Sua glória exceda aos sentimentos que nos diminuem ou elevam egoisticamente. Convém que Sua alegria encubra nossas tristezas e seus porquês.

Convém cedermos lugar para que Seu amor supere nossas culpas e que Seu perdão seja exaltado sobre nossa própria autoacusação e autocomiseração. Que Sua vontade perfeita e duradoura prevaleça aos nossos desejos desenfreados, mesquinhos e passageiros. Convém que Sua razão cale o nosso orgulho, e que nosso eu se reduza a pó diante da soberania do Altíssimo.

Convém que a contemplação do Seu poder e da Sua força seja infinita diante dos transtornos a que somos submetidos e que, comumente, engessam nossa fé. Convém que nossa esperança em Deus, na Sua bondade, sabedoria e misericórdia, seja sempre evidente, destronando nossas dúvidas, ansiedade e medos.

Convém, pois, que Ele cresça e que tudo Nele e Dele seja manifesto, além de qualquer coisa que possa configurar um ídolo, que possa ocupar o Seu lugar em nossos corações. Tudo no nada, tudo sobre o todo, sempre, pois, se Deus não ocupar todo o espaço em nós, haverá oportunidade para o mal ali permanecer. E uma pequena oportunidade é tudo o que ele precisa para proliferar e criar uma barreira entre nós e o nosso Deus.