domingo, 17 de agosto de 2014

A ternura em Seus olhos...


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“Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo:
Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.
Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel!
Ainda serás adornada com os teus tamboris,
e sairás nas danças dos que se alegram.
Jeremias 31:3-4 – ACF



A ternura nos olhos de quem ama é encantadora. Nuances de amor com delicadeza envolvente criam um cenário de paz, onde cada gesto tem o peso do pousar de uma borboleta azul.

Uma mostra desse encanto está na cena da mãe que amamenta seu bebê e contempla, minuciosamente, cada um de seus pequenos gestos. Basta olhar o pai que ergue ao alto o filho tão sonhado, para compreender que um simples momento de ternura é capaz de trazer o infinito para dentro de nós.

Ternura é o que vemos na mão adulta que encaminha outra pequenina com um lápis entre duas linhas e cria as primeiras letras. É o que assina o gesto que entrega uma porção de alimento ao faminto, e sente-se plenamente pago apenas com o sorriso que recebe em troca. É o selo sobre o abraço que acolhe sem distinção ao que vê sua esperança abalada.

Ternura é a luz que irradiou da face de Cristo, quando mesmo sendo inocente foi pregado num madeiro e, ainda assim, pediu misericórdia a Deus sobre aqueles que Lhe ofendiam. É a chama nos olhos de Deus a nos consumir de tanto amor, quando nossos joelhos se dobram e, nesse momento, nem todos os demônios juntos podem ultrapassar a barreira criada pelo quebrantamento.

Ternura é o sentimento impresso no olhar do Senhor a nos acompanhar, por onde quer que andemos, e apesar dos erros que cometemos. Sentimento que nos fornece oportunidades, possibilidades, favores.

Sentimento que nos espera, que nos perdoa, que recomeça conosco. Que mantém a paciência santa mesmo diante das nossas piores birras. Que corrige serenamente e, sem causar estardalhaços, vai de encontro às nossas feridas mais profundas e as toca, gentilmente. Ternura, que oferece o que não merecemos e providencia o que precisamos, mesmo que não saibamos disso. E que em nada diminui o que Deus sente por cada um de nós.

Ternura é a melodia na voz divina chamando pelo nosso nome, ainda que tenhamos perdido nossa identidade. Que não acusa, mas vê nos nossos erros possibilidades de grandes descobertas e faz das nossas quedas preciosas lições de crescimento para a vida.

A ternura nos olhos de quem ama é um lembrete do que Deus sente por nós. E a ternura em Seus olhos é a própria graça sendo derramada sobre nós como chuva branda, refrescando a aridez do coração, e tornando a alma viva e fecunda, fazendo a vida vívida outra vez...