segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

E continuam morrendo...


Imagem disponível na Internet.

“[...] E nunca mais destruirei todos os seres viventes como fiz.”
Gênesis 8.21


O processo de diminuição das águas sobre a terra após o dilúvio é intrigante e, ao mesmo tempo, representa, de forma muito sucinta, a história da Igreja e do evangelho de Jesus Cristo na terra.

Depois de o corvo ter sido solto por Noé e ter ficado “voando de um lado para o outro”[1] sobre a terra sem jamais voltar à arca (representação de satanás caído e lançado fora do Éden em direção à terra), a pomba, que representa o Espírito Santo de Deus, também veio após o dilúvio “mas não encontrou lugar onde pousar e voltou para a embarcação porque as águas ainda cobriam toda a terra”[2], assim como o Espírito de Deus não encontrou lugar nos corações obstinados dos homens no período histórico que sucede o dilúvio e antecede a chegada do Cristo.

“Noé esperou sete dias e soltou novamente a pomba. Ao cair da tarde, quando a pomba voltou, ela trouxe no bico uma folha nova de oliveira.”[3] Essa é a representação da vinda do Senhor Jesus – a oliveira verdadeira[4] – através do Espírito Santo de Deus, que serviu-Se do ventre de uma virgem para gerá-Lo sem pecado entre os homens[5].

Por fim, “Ele [Noé] deixou passar mais sete dias e soltou novamente a pomba, mas desta vez ela não voltou.”[6] Sinal que o Espírito Santo irá embora e não mais voltará. E a Bíblia nos diz que Ele fará isso juntamente com a Igreja do Senhor Jesus.  

Depois do dilúvio, Deus deu ao homem a chance de recomeçar uma história direcionada pelo Espírito Santo, e de caminhar em paz com seu Criador. Contudo, Deus também deixou nas mãos do homem a possibilidade de escolher estar ou não com Ele.

Jesus é a pessoa cujos exemplos e ensinamentos podem nos libertar de toda a inclinação para o mal que nossos corações têm desde a infância[7]. Ele é a oliveira cujo azeite tem múltiplas propriedades: combustível[8], medicamento[9], alimento[10]. O sinal da pomba trazendo um ramo de oliveira no bico para Noé, apontava para a certeza que já havia condições de sobrevivência na terra. Hoje, o Espírito Santo aponta para Jesus, nos dando a certeza que Ele é a condição plena para a nossa sobrevivência nesta e além desta vida.

Em forma corpórea de pomba, repousando sobre Jesus no dia do Seu batismo[11], o Espírito Santo anunciou ao mundo que Cristo é o Mestre que veio para nos ensinar os princípios de uma vida em comunhão com Deus, o Salvador que veio para nos resgatar do pecado e dar-nos vitória sobre a morte, o Senhor que veio conceder o direito de irmos morar eternamente com Ele no Céu.[12]

Entretanto, pessoas continuam morrendo, e se destruindo a si mesmas, por causa das suas próprias escolhas. O dilúvio tirou os homens cheios de pecado da terra, mas não tirou o pecado de dentro do coração do homem[13]. A escolha de abrir o coração para a nova vida de Deus é exclusiva de cada ser humano. Deus não Se interfere. Ele não forçará ninguém a caminhar com Ele[14].

Contudo, a Bíblia nos adverte sobre as consequências de uma vida pautada nos princípios divinos, tal como adverte sobre as consequências de uma vida vivida e encerrada distante de Deus. O caminhar diário com Jesus é uma opção que fazemos hoje aqui. Mas os seus benefícios são eternos.

Não perca isso de vista.
  




[1] Gênesis 8.6-7
[2] Gênesis 8.8-9
[3] Gênesis 8.10-11
[4] Romanos 11.24
[5] Mateus 1:18-25
[6] Gênesis 8.12
[7] Gênesis 8.21
[8] Êxodo 27.20-21; Levíticos 24.2; Mateus 25.3
[9] Lucas 10.34; Tiago 5.14; Isaías 1.6; Marcos 6.13
[10] 2Coríntios 2.10
[11] Mateus 3.17
[12] Romanos 8:9-17
[13] Gênesis 11.4-9
[14] Zacarias 4.6