sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Desde o ventre e para sempre!


"Desde o ventre materno dependo de Ti; Tu me sustentaste desde as entranhas de minha mãe. Eu sempre te louvarei." (Salmos 71.6)


Eu tenho uma história curiosa, e cada vez que medito sobre ela, sinto desejo na minha alma de louvar intensamente ao Senhor...

Minha mãe não podia engravidar. Para que eu nascesse, ela fez tratamentos. Daí, eu deveria ter nascido numa segunda-feira, mas nasci numa quinta-feira, três dias depois. E, para nascer, foi necessário que os médicos recorressem ao método fórceps, através do qual o bebê é, literalmente, puxado de dentro da mãe com o auxílio de uma ferramenta de aço, específica para este fim... 

Depois de nascido, meu corpo começou a manifestar reações alérgicas respiratórias, também a alguns medicamentos importantes como sulfa e aas e, ainda pior, a setenta e quatro tipos de alimentos. As alergias medicamentosas eu descobri por volta dos vinte anos de idade, quando meu corpo reagiu de forma mais drástica contra o sulfa que eu ingeri em altas doses, conforme especificações médicas, quando numa infecção ocular e numa infecção urinária, que ocorreram simultaneamente. Já as alergias alimentares, eu só descobri depois dos trinta anos. Até que tomássemos conhecimento da maior parte dessas alergias, continuei tomando medicações com aase comento todo tipo de alimento, inclusive aqueles cuja alergia tenho em grau mais crítico, como peixe, frutos do mar e chocolate.

Hoje, olhando para trás, vejo quantos livramentos recebi do Senhor Deus, durante todos esses anos em que me mediquei e me alimentei sem conhecimento das limitações do meu organismo. Penso em como Ele cuida ininterruptamente dos Seus filhos. Se o Senhor tivesse desviado Seus olhos por um segundo apenas, o mal teria tempo suficiente para concretizar seus intentos de destruir mais uma vida. Contudo, o Senhor não descuidou. Ele jamais descuida.

Contudo, não posso, obviamente, continuar praticando uma alimentação que contenha os alimentos que, hoje, eu sei serem um risco para minha saúde. Enquanto eu estava no tempo da ignorância, o Senhor livrou. Hoje, consciente do que pode me acontecer de ruim, seria tolice minha tentar ao Senhor e continuar nas mesmas práticas erradas (Atos 17:30a; Lucas 4:12). Foi esse  mesmo princípio que regeu minha salvação quando, sendo uma criança de oito anos de idade, comi soda cáustica. Só no dia seguinte descobri, pela minha mãe, o que havia naquele saquinho em cima do armário da cozinha. Nada, absolutamente nada me aconteceu. Mas eu não tinha conhecimento algum do risco que estava correndo. Hoje, se eu comer soda cáustica novamente, com certeza, não terei uma segunda chance para contar outro testemunho de livramento do Senhor. Afinal, hoje eu tenho consciência de quão danoso esse produto é para a saúde humana, e não posso (nem quero) me arriscar a isso.

Muitos outros testemunhos do cuidado de Deus eu poderia escrever aqui, mas acredito que esses que acabei de citar já são suficientes para confirmar como nosso Senhor se importa com uma vida e cuida bem dela quando tem um projeto de torná-la útil para o Seu Reino. Cada ser humano, na verdade, é alguém amado pelo Senhor e importante para o Reino de Deus. Mas a grande maioria das pessoas não se importa, não aceita ou não quer esse compromisso para si. Os motivos são os mais diversos. As consequências, porém, são trágicas.

Uma vida sem os cuidados de Deus é vazia, é triste, é incompleta, é insegura, é incerta. Admitirmos que podemos ser felizes sem a comunhão com o Deus que nos formou em Seus pensamentos e nos acompanha desde o ventre da nossa mãe é optar por viver numa imensa solidão. É nos afastar voluntariamente da nossa origem. É limitar nossa existência a um grão de areia, uma ótima ilustração da nossa passagem por essa vida aqui diante da imensidão da eternidade de onde viemos e para aonde estamos indo.

Desde o ventre materno somos dependentes do Senhor. Ele nos sustenta desde as entranhas de nossa mãe. Ter essa consciência muda todo o contexto da nossa existência, e traz novo significado a cada segundo dos nossos dias, porque já não nos sentiremos sozinhos. A presença real e constante do Deus que jamais descuida dos Seus filhos será motivo inevitável para O louvarmos continuamente. E um futuro infinitamente melhor deixará de ser apenas uma esperança, e se tornará nossa maior certeza.


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